Helvécio Carlos
Helvécio Carlos
Com 30 anos dedicados ao jornalismo, com passagens por emissoras de rádio e assessoria de imprensa, é desde 2001 titular da coluna Hit, do jornal Estado de Minas. Entre 2011 e 2017 foi editor da revista Hit, publicação de lifestyle.
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Pai da axé music fez mashup de minuetos italiano e baiano, em show em BH

Luiz Caldas não tocou apenas música baiana. O repertório reuniu canções como 'O trem azul', que o moldaram como instrumentista e intérprete

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Um ano exato depois de se apresentar com Durval Lelys no Sesc Palladium, Luiz Caldas, pai da axé music, voltou àquele teatro e surpreendeu os fãs, que lotaram a casa. “Este é um show bem diferente para mim, mas que amo fazer. Não toco só a minha história com o axé, mas também canções que me moldaram como instrumentista e cantor. Espero que se divirtam comigo”, disse o baiano, logo após a primeira música. Dali em diante, a plateia reviveu os bons tempos do auge do axé com as composições dele, conheceu canções que Luiz admira e se divertiu com seus causos.

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• AXÉ BABÁ

“Ajayô”, composta por Luiz Caldas e Jorge Dragão, foi a segunda do repertório de 30 músicas, apresentadas ao longo de pouco mais de 90 minutos. “Estava chegando na sede do bloco Camaleão para passar o som, quando vi o Jorge enrolando um cabo e cantando sozinho 'ajayô, ajayô, axé babá, axé babá'. Quis saber o restante, ele disse que era só aquilo. Chamei o Jorge e desenvolvemos a canção”, contou, divertindo a plateia.

Ao comentar suas preferidas fora do universo do axé, Luiz citou o Clube da Esquina. “No início dos anos 1970, três gênios mineiros alugaram uma casa na praia de Piratininga, em Niterói, e apelidaram de Mar Azul. Era o centro de criação de algumas das canções mais bonitas do mundo. Viva Lô! Viva Bituca! Com esses arquitetos da música, vamos viajar no Trem Azul”, convidou o baiano, ao cantar a parceria de Lô Borges e Ronaldo Bastos gravada por Milton no antológico “Clube da Esquina”.

• MASHUP

Lá pela metade do show, um fã, no meio da plateia, pediu informações sobre a música que abriu a noite. Devido à distância, Luiz Caldas não ouviu a pergunta. Depois, revelou à coluna que se tratava de mashup de temas eruditos e contemporâneos. “A primeira parte é de Domenico Scarlatti (compositor italiano), minueto bem antigo, com alguns séculos, que emendo com o minueto para violão contemporâneo criado por um colega meu, Marco Aurélio”, informou.

Sorrindo, Gustavo Penna, Milton Hatoum e Fabíola Moulin estão abraçados em frente à vitrine da Livraria da Rua, em Belo Horizonte
Arquiteto Gustavo Penna, escritor Milton Hatoum e Fabíola Moulin, presidente da Fundação Memorial de Brumadinho, na Livraria da Rua Yury Oliveira/divulgação

• AUTÓGRAFOS

O lançamento do livro “Brumadinho: Espaços e tempo da memória”, no último sábado (11/4), reuniu cerca de 200 pessoas na charmosa calçada da Rua Antônio de Albuquerque, na Savassi. A publicação apresenta o projeto do Memorial Brumadinho, com arquitetura de Gustavo Penna, texto de Milton Hatoum e fotografias de Leonardo Finotti. Os exemplares estão à venda na Livraria da Rua.

A sessão de autógrafos contou com Gustavo Penna, o escritor Milton Hatoum e Fabíola Moulin, presidente da Fundação Memorial de Brumadinho, que deu depoimento para o livro. Cerca de 150 exemplares foram autografados. Gustavo, visivelmente emocionado, resumiu o significado da publicação: “Este livro vem aumentar o Memorial Brumadinho para que ele chegue longe e mais pessoas possam conhecê-lo.”

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• PRESENÇAS

Compareceram à Livraria da Rua Sérgio e Josi, diretores da Avabrum, associação dos familiares de vítimas do desastre em Brumadinho; os artistas Jorge dos Anjos, Helvécio Ratton, Juarez Moreira e Tavinho Moura; a presidente do IAB-MG, Cláudia Pires; a diretora da Escola de Arquitetura da UFMG, Vanessa Borges Brasileiro; e o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, entre outros.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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