Assembleia vai iniciar escolha para o TCE
Neste momento, nenhum dos seis deputados estaduais alcança 39 votos para se eleger em primeiro turno
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Às vésperas da Copa do Mundo e com as eleições batendo à porta, o presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), vai abrir, na próxima semana, o processo interno de escolha para a terceira vaga do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de prerrogativa do Legislativo. São esperadas seis inscrições: Ione Pinheiro (União), Tito Torres (PSD), Thiago Cotta (PDT), Sargento Rodrigues (PL), Ulysses Gomes (PT) e Dr. Wilson Batista (PSD), que já haviam manifestado interesse desde 2025, quando a Assembleia elegeu Alencar da Silveira para a primeira vaga. Esses deputados também se posicionaram no processo de escolha da segunda vaga, que elegeu Tadeu Leite em 4 de março, nome fora da disputa para o qual todos retiraram a candidatura.
Neste momento, nenhum dos seis deputados estaduais alcança 39 votos para se eleger em primeiro turno. Os apoios estão pulverizados e ainda não há sinal da convergência que Tadeu Leite esperava que fosse alcançada antes de abrir o processo, para evitar tensões internas: a eleição em plenário tem voto aberto e eventuais derrotados vão seguir convivendo na Casa com colegas que não votaram neles. Para além da corrida por votos e apoios, há uma tensão entre lideranças da Assembleia Legislativa, preocupadas com o formato adotado por uma das campanhas, considerado “agressivo” e respaldado em grupos econômicos, causando constrangimento ao Legislativo e aos próprios conselheiros do TCE, que observam de longe o processo.
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A candidatura que tiver a capacidade de convencer colegas concorrentes à adesão, já no primeiro turno, tende a ser vencedora. Há alguns critérios que são valorizados. O primeiro deles é a idade: parlamentares muito jovens, se eleitos, terão, em tese, algumas décadas pela frente no exercício da função até a aposentadoria aos 75 anos. Essa “longevidade” reduz a chance de que os atuais deputados tenham oportunidades de concorrer. O segundo é o trânsito e a capacidade de diálogo entre campos políticos. O terceiro critério diz respeito à experiência legislativa, que pode ser medida em número de mandatos.
Há um quarto aspecto, não menos importante, que terá peso nas articulações em busca de convergências entre candidaturas. É um critério político e está associado à importância de a Assembleia sinalizar para a sociedade que está comprometida com a diversidade e a igualdade de oportunidades entre gêneros. O Legislativo mineiro nunca indicou uma mulher ao TCE. Nesta legislatura, em que três vagas de prerrogativa legislativa se abriram com as aposentadorias de Wanderley Ávila e José Alves Viana – ambos em 2024 – e de Mauri Torres – em abril de 2025 –, há uma expectativa de que a Casa, que já elegeu dois homens, se reposicione em sintonia com demandas sociais legítimas.
A chapa
Se o senador Cleitinho (Republicanos) confirmar a sua candidatura ao governo de Minas em coligação com o PL, Vittorio Medioli (PL), ex-prefeito de Betim, é o nome mais cotado para ser vice. O deputado federal Domingos Sávio (PL) é nome anunciado para concorrer à primeira vaga do Senado. E para a segunda vaga, uma das possibilidades cogitadas pelo senador e já mencionadas em algumas oportunidades, seria o lançamento de seu irmão gêmeo Gleidson Azevedo (Republicanos), ex-prefeito de Divinópolis.
Deputado federal
Filiado ao Republicanos depois de se desincompatibilizar da Prefeitura de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão é também nome mencionado nos exercícios para a formação da eventual chapa. Lideranças do Republicanos, contudo, garantem que, em princípio, o compromisso da legenda com Falcão é para concorrer à Câmara dos Deputados.
A vingança
Se lançar o irmão gêmeo Gleidson Azevedo ao Senado, Cleitinho dará a sua resposta ao Republicanos, que manteve a filiação, por Minas Gerais, de Eduardo Cunha, que concorrerá à Câmara dos Deputados. Considerado um puxador de votos, se mantido na chapa proporcional, Gleidson Azevedo vai ajudar as candidaturas a deputado federal da legenda, entre elas, a do próprio Cunha.
Candidatura própria
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Embora seja nome da preferência do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) para encabeçar a chapa ao governo de Minas, o senador Cleitinho pediu dez dias para se definir. A hesitação está gerando desconforto no PL. Além disso, em que pese a chapa majoritária desenhada tenha a posição de vice destinada ao PL, Cleitinho tem afirmado a interlocutores que gostaria de ter Luís Eduardo Falcão como vice, o que configuraria uma chapa “puro-sangue”. Por tudo isso, em declaração à imprensa, Vittorio Medioli, uma das lideranças do PL no estado, defendeu que o seu partido tenha candidatura própria ao governo de Minas.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
