Nem STF, nem TCU, o dilema de Pacheco é Minas
Entre refregas e alianças, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), têm interesses em comum
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Depois do caso Jorge Messias, o grupo político alinhado ao senador Rodrigo Pacheco (PSB) aguarda que o governo Lula reagrupe a sua base política no Congresso Nacional, em particular no Senado. Essa é uma condição para que o senador defina se será candidato ao governo de Minas. A leitura é de que, se concorrer no estado, é esperada a sobreposição do voto em Lula e em Rodrigo Pacheco. Interlocutores do senador reiteram, conforme o próprio Pacheco já declarou, que o Supremo Tribunal Federal (STF) é “página virada”. Contrariamente à boataria que circulou nesta segunda-feira, Pacheco tampouco tem intenção ou projetos para o Tribunal de Contas da União (TCU). Indicado pelo Senado, aos 47 anos, o ministro Bruno Dantas segue no TCU, embora muito tenha sido dito de seu projeto para o STF – o nome dele foi cogitado para a mesma vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Ao que tudo indica Bruno Dantas, neste momento, não irá para a iniciativa privada. Portanto, segue na cadeira.
O único dilema de Rodrigo Pacheco neste momento é se irá concorrer ao governo de Minas ou se afastará da vida pública, retomando o seu escritório de advocacia. É dilema de foro íntimo, por um lado. Mas, por outro, considera as circunstâncias políticas. A decisão de concorrer passa pelo desempenho do governo federal. Sem recomposição da base e da governabilidade, Lula teria dificuldades de aprovar pautas, consideradas vitrines, como o fim da escala 6x1.
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Dados os impasses e derrotas junto ao Congresso Nacional na semana passada, a alternativa de Lula tem sido falar diretamente à sociedade. Lançou neste domingo, 3, a campanha pela escala 5x2, (cinco dias de trabalho e dois de descanso), sem redução de salário. O objetivo central da proposta é garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso. Em números, ao menos 37 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas com a medida, quase quatro vezes mais do que a proposta que já vigora de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês, que alcançou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso está alinhada a uma visão contemporânea de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social. Daí o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”
Um segundo projeto importante que também irá ao Legislativo é o Programa Desenrola. Lula editou a medida provisória, com duração de 90 dias, prevendo descontos de até 90% do valor da dívida, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas. Embora esteja vigorando, a MP é apreciada pelo Congresso. Entre refregas e alianças, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), têm interesses em comum. Até aqui, ambos deram mostras que fazem política com a cabeça, não com outras partes do corpo ou da alma. A decisão de Rodrigo Pacheco em Minas Gerais passa por esse ambiente político.
Cemig
Indicado pelo governador Mateus Simões (PSD) para a presidência da Cemig, o nome do engenheiro Alexandre Ramos, atual presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), vai ser avalizado pelos conselheiros da companhia nesta quinta-feira, 7. Ele substitui Reynaldo Passanezi, desde 2020 na presidência. Antes de assumir o conselho da CCEE, em 2023, Ramos passou pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo Ministério de Minas e Energia, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pela própria Cemig. Ele mantém relacionamento afinado com Alexandre Silveira (PSD), ministro das Minas e Energia.
Minas em silêncio
Em uma das peças da propaganda partidária do PSDB, com veiculação iniciada nesta segunda-feira estendendo-se por cindo dias distribuídos pelos próximos 14 dias, o ex-governador de Minas e presidente nacional do partido, Aécio Neves, faz contraponto de seu governo com a atual gestão Romeu Zema (Novo)/Mateus Simões (PSD). “Quando Minas fica em silêncio, as consequências aparecem na vida das pessoas. A educação piora, a saúde falta e a violência só aumenta. Em nosso governo, Minas tinha voz. E fez toda a diferença”, afirma, acrescentando: “Está na hora de retomarmos o caminho do crescimento e trazer Minas de volta para o futuro”, assinala.
Augusto Cury
O Avante promove, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira, 6, o lançamento da pré-candidatura do psiquiatra e escritor Augusto Cury, de 66 anos, à Presidência da República. É a primeira vez na história da legenda que terá um nome ao Palácio do Planalto. Com mais de 15 milhões de livros vendidos, Augusto Cury é referência internacional em inteligência emocional e autor de best-sellers como “O vendedor de sonhos”, “Ansiedade: como enfrentar o mal do século” e “Nunca desista de seus sonhos”. É idealizador da Teoria da Inteligência Multifocal, que analisa o processo de construção dos pensamentos.
Summit do agro
O Grupo de Líderes Empresariais de Minas Gerais (Lide) e a Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro) promovem nesta terça-feira, 5, a partir das 10h, no Centro de Convenções da CDL, o evento Summit estratégico para debate dos efeitos da geopolítica mundial – e em particular a guerra no Irã – no agronegócio. Patrícia Leiva, presidente do Lide Minas, Gerais será a moderadora do debate que terá os painelistas Roberto Rodrigues, presidente de honra da Alagro e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2003-2006); o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; Marcello Brito, diretor do Centro Global Agroambiental da FDC, e José Luiz Tejon, conselheiro da Alagro e vice-presidente do Agro FBM & ADVB.
Segunda vez consecutiva
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Diretor presidente da Alagro, Manoel Mário de Souza Barros foi homenageado pela segunda vez consecutiva, com o troféu os “Cem mais influentes do agronegócio brasileiro”, conferido pelo Grupo Mídia, durante o Agrishow 2026, maior feira do agronegócio da América Latina realizada em Ribeirão Preto.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
