Logo após o anoitecer desta sexta-feira (30/1), a Lua e o planeta Júpiter protagonizam um belo espetáculo astronômico visível em todo o Brasil. O fenômeno, conhecido como conjunção astronômica, pode ser observado a olho nu com extrema facilidade: basta localizar a Lua no céu e identificar, bem próximo a ela, um ponto intensamente brilhante — Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

A observação se estende por toda a noite. Por volta das 22h30, a Lua e Júpiter cruzam a chamada linha meridiana celeste, uma linha imaginária que liga os pontos cardeais norte e sul, passando pelo ponto mais alto do céu, o zênite. Nesse momento, ambos estarão acima do horizonte norte, alcançando a melhor posição para observação.

Com o passar das horas, a dupla celeste se desloca lentamente em direção oeste, acompanhando o movimento da Terra. Cerca de uma hora e meia antes do nascer do Sol, a Lua e Júpiter se põem no horizonte, encerrando o espetáculo. Até lá, o brilho intenso de Júpiter ao lado do satélite natural da Terra chama a atenção mesmo em áreas urbanas com maior poluição luminosa.

De acordo com o guia de observação In-The-Sky.org, o momento exato da conjunção ocorre às 23h29 (horário de Brasília), quando a Lua passa a pouco mais de 3 graus ao norte de Júpiter. Do ponto de vista de um observador em São Paulo, o par já estará visível às 19h09, a cerca de 21 graus acima do horizonte noroeste, permanecendo no céu até aproximadamente 3h18 da madrugada de sábado.

Durante o fenômeno, a Lua apresenta magnitude aparente de -12,7, enquanto Júpiter brilha com magnitude de -2,6, ambos localizados na constelação de Gêmeos. Na astronomia, quanto menor o valor da magnitude, mais brilhante é o objeto — o Sol, por exemplo, possui magnitude aparente de -27, sendo o astro mais brilhante do céu.

Para quem dispõe de binóculo ou telescópio, o espetáculo se torna ainda mais interessante. É possível observar as quatro luas galileanas de Júpiter: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. No início da noite, a sequência visível será Calisto, Ganimedes, Europa e Io. Após cerca das 22h30, Io troca de posição com Europa, alterando a configuração observada ao redor do planeta.

Planeta Júpiter será visto como ponto luminoso ao lado da Lua

Urânia Planetário

O encontro desta sexta-feira marca o encerramento da chamada “turnê mensal” da Lua pelos planetas do Sistema Solar em janeiro. Em fevereiro, o satélite natural da Terra passará próximo apenas de Mercúrio, no dia 18, e novamente de Júpiter, no dia 27. Essa série de conjunções ocorre porque a Lua orbita a Terra aproximadamente no mesmo plano em que os planetas orbitam o Sol, conhecido como plano da eclíptica.

Quem quiser acompanhar mais detalhes, pode acompanhar as lives do canal Urânia Planetário no Youtube, com o astrônomo e professor Marcos Calil. As transmissões ficaram salvas. O canal também faz lives semanais às terças-feiras, às 19h30, com orientações de observação e explicações sobre astronomia acessíveis ao público.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Ainda há muitos mistérios no satélite da Terra, que tanto inspira e instiga. Monciano pixabay
A NASA quer enviar astronautas de volta à Lua até o fim de 2025. Jessie Eastland wikimedia commons
A Nasa, agência espacial norte-americana, informou que também pretende organizar uma nova missão espacial lunar. William Anders-divulgação/Nasa
Amostras foram trazidas para a Terra pelos astronautas que estiveram na Lua há mais de meio século na Missão Apollo. Nasa domínio público
Pesquisas anteriores já tinham identificado água em esferas de vidro formadas pela atividade vulcânica lunar. Divulgação NASA
O líquido poderia servir não só para futuras tripulações como também para ser usado em combustíveis dos foguetes. Spotting973 wikimedia commons
Acredita-se que um calor moderado de cerca de 100 °C seria suficiente para extrair a água dessas esferas. RonaldPlett pixabay
O estudo aponta que, em futuras missões dos robôs, a água poderá ser extraída por meio do aquecimento das esferas. China News Service wikimedia commons
Nanjing (ou Nanquim) é a segunda maior cidade do Leste da China. É capital da província de Jiangsu. Ocupa 6 587 km² e tem cerca de 9,5 milhões de habitantes. Alexrudd wikimedia commons
Fundada em 1902, a Universidade Nanjing é formada por 21 escolas com 59 departamentos e recebe aproximadamente 43.000 estudantes. Chaofan Li wikimedia commons
Hejiu Hui é pesquisador da Universidade de Nanjing, uma das instituições de ensino mais prestigiadas da China. ?????? wikimedia commons
O cientista Hejiu Hui, que participou do estudo, disse que, como existem bilhões, senão trilhões, dessas esferas formadas por causa dos impactos, isso pode representar um volume significativo de água. Reprodução rede social
A descoberta foi publicada pela revista Nature Geoscience, especializada em Ciência. Reprodução da capa (cropped)
A água estava incrustada em pequenas esferas de vidro formadas em meio à "sujeira lunar" provocada por impactos de meteoritos. Divulgação Beijing SHRIMP Center, Institute of Geology, Chinese Academy of Geological Sciences
A coleta foi feita pela sonda lunar chinesa Chang’e 5. Divulgação CSNA
Foram coletadas amostras de solo com pequenas contas com “quantidades substanciais” de água Nasa / Domínio Público
Recentemente, cientistas descobriram um novo “reservatório” de água na superfície da Lua. O anúncio foi em março, o FLIPAR mostrou e republica para quem não viu. Luc Viatour wikimedia commons
Por fim, o projeto dearMoon é uma missão única que pretende levar artistas e criativos em uma jornada lunar. Embora datas e custos específicos permaneçam flexíveis, o espaço não é mais domínio exclusivo de astronautas. Space Exploration Technologies Corp/Wikipedia
Ela desenvolve a Starship, visando a tornar os voos espaciais mais econômicos e reutilizáveis. Dessa forma, a empresa já fez o envio de astronautas para a ISS em colaboração com a NASA e o lançamento do Inspiration4, a primeira missão espacial com uma tripulação totalmente civil. Divulgação
Diante dos desafios, o magnata da tecnologia Elon Musk e sua empresa SpaceX introduziram o conceito de turismo espacial, com envio de civis para a órbita da Terra, a Estação Espacial Internacional (ISS) e eventualmente para a Lua e Marte. Domínio Público
Por outro lado, existem riscos pela radiação cósmica, as complexidades da vida em microgravidade e a viabilidade econômica de manter presença humana em corpos celestes são barreiras formidáveis. Divulgação SpaceX
Financiada pela NASA desde 2020, a ICON, empresa de tecnologia da construção sediada em Austin, Texas, está desenvolvendo um sistema de construção espacial, pronto para revolucionar a forma como construímos no espaço. Divulgação/Nasa
Sendo assim, a estratégia da NASA inclui missões contínuas, avanços tecnológicos e alianças com entidades internacionais. O espírito colaborativo se estende à comunidade científica global, à indústria privada e a outras agências espaciais. Nicolas Thomas Unsplash
O foco é na ausência de um foguete de carga pesada, uma lacuna na capacidade desde a descontinuação do Saturno V. O plano progressivo da NASA busca estabelecer uma presença sustentável na Lua até meados da década de 2020, começando com a infraestrutura e habitats fundamentais. E as casas até 2040. nousnou iwasaki Unsplash
Essa abordagem envolve técnicas de impressão 3D de ponta e sistemas robóticos. O objetivo é construir habitats capazes de suportar os desafios ambientais extremos da Lua, como temperaturas flutuantes entre -173°C e 127°C, impactos de micrometeoritos e radiação cósmica. NASA/SAIC/Pat Rawlings/Domínio Público
Para transformar esse avanço na ciência e engenharia, a NASA está explorando maneiras inovadoras de usar o regolito lunar, uma camada de poeira, solo e rocha fragmentada que cobre a superfície da Lua. Patrick Schaudel Unsplash
A NASA agência espacial americana, desenvolve um plano ambicioso. A ideia é construir casas lunares para americanos, algo que poderá mudar o futuro da exploração espacial e da residência humana além da Terra. pixabay
compartilhe