Azeite de oliva faz bem, mas não vale tudo: cardiologista explica os cuidados no consumo e na conservação que merecem atenção mesmo em uma dieta saudável
Guardar a garrafa perto do fogão ou exagerar na dose pode anular benefícios: entenda as dicas de um cardiologista para proteger o seu coração
compartilhe
O azeite de oliva acompanha uma infinidade de receitas ao redor do mundo, mas a presença habitual na cozinha não garante a conservação e o consumo corretos. O cardiologista espanhol Aurelio Rojas adverte que erros cotidianos afetam a qualidade do produto, considerado por ele como um ouro líquido para o coração e pilar da dieta mediterrânea.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Armazenamento inadequado ao lado do fogão
O hábito frequente de manter a garrafa ao lado dos fogões prejudica o alimento. De acordo com o médico, adquirir um produto de qualidade e deixá-lo exposto ao calor da cozinha resulta em desperdício de dinheiro, tempo e saúde. A claridade, o oxigênio e as temperaturas elevadas favorecem a oxidação e causam a degradação de compostos bioativos e antioxidantes.
Leia Mais
Azeite adulterado ou estragado? Veja como identificar em casa
Seu azeite é puro? Aprenda a identificar fraudes e fazer a melhor compra
Como saber se um azeite é falso? 5 dicas para não ser enganado
O Conselho Oleícola Internacional também recomenda proteger o produto contra o ar, o calor excessivo e a luminosidade para preservar sua qualidade. O especialista orienta guardar o frasco bem fechado, imediatamente após o uso, em local fresco, seco e longe de fontes quentes. Se o ambiente não for escuro, a embalagem deve ser opaca.
Aplicação culinária em pratos quentes
Outra falha grave apontada pelo médico consiste em acreditar que o azeite de oliva extravirgem serve apenas para consumo cru, como em saladas e torradas. Trata-se de uma das melhores opções de gordura para cozinhar, em razão da estabilidade térmica garantida pelo elevado teor de ácido oleico, pela presença de antioxidantes e pelo alto ponto de fumaça.
A ciência demonstra que o azeite apresenta resultados muito superiores aos de gorduras de origem animal nos parâmetros inflamatórios e no perfil lipídico. O alimento está entre os mais pesquisados da dieta mediterrânea, sem necessidade de medo ou de tratamento como produto milagroso.
O preparo culinário exige um limite: evitar o sobreaquecimento até o ponto em que o óleo comece a fumegar. Caso a fumaça surja, o produto não deve ser reaproveitado. Temperaturas excessivas e ciclos repetidos de aquecimento intensificam a degradação e aumentam a perda de polifenóis.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Controle das porções servidas
Mesmo com propriedades benéficas à saúde, a ingestão exige moderação no preparo e no tempero. Uma única colher de sopa fornece cerca de 120 kcal. As orientações recomendam usar o azeite extravirgem na panela, mantê-lo protegido da luz e do calor, não reaquecer o conteúdo seguidas vezes e dosar a quantidade aplicada aos alimentos.