BEM-ESTAR

O problema da sua insônia pode estar no colchão: entenda

Qualidade do sono influencia saúde mental; em estudo, participantes que utilizaram um colchão de firmeza média tiveram melhora no humor e redução de estresse

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Uma boa noite de sono pode melhorar mais do que o bom humor no dia seguinte, é o que mostra o estudo “Avaliando os efeitos da qualidade do sono na saúde mental da população adulta”, publicado no final de 2025 na revista BMC Public Health. A análise, que reuniu 54 pesquisas, com 10.196 adultos, mostrou que a melhora na qualidade do sono influenciou positivamente a saúde mental, contribuindo para a redução de sintomas de depressão e ansiedade.

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Dentre as soluções não-farmacológicas para alcançar um descanso reparador, a escolha do colchão correto está entre as principais escolhas. De acordo com a Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos, 93% das pessoas reconhecem que um colchão confortável é um elemento crítico para conseguir ter qualidade nas horas de repouso, e, consequentemente, os benefícios para a saúde. De acordo com Jeziel Rodrigues, especialista do sono da Anjos Colchões & Sofás, a escolha correta influencia tanto no bem-estar físico quanto mental.

Saiba como escolher o colchão certo

Um ser humano saudável passa um terço da vida dormindo, o que daria uma média de 7 a 9 horas de sono por noite. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Health Science Reports em 2024, o colchão é um dos fatores que podem influenciar diretamente a qualidade do repouso. Ao longo de oito semanas, adultos com sintomas ocasionais de insônia que utilizaram um colchão de firmeza média apresentaram melhora significativa na qualidade do sono, no humor e redução dos níveis de estresse percebidos.

Para Jeziel Rodrigues, os dados que o levantamento traz apontam para um fator fundamental na hora de escolher o colchão correto: a densidade. “O ideal é que o colchão seja compatível com o peso e a altura de quem vai utilizá-lo, evitando modelos excessivamente macios ou rígidos demais. A densidade correta faz toda a diferença para a qualidade do sono e também para a saúde da coluna”, ressalta.

 

Além disso, o profissional salienta que o mercado conta com diferentes tecnologias e modelos, como colchões de espuma, mola ou látex, além de opções com tecidos antiácaro, sistemas de ventilação e recursos voltados ao bem-estar. No entanto, o colchão possui prazo de validade.

A Fundação do Sono recomenda que o item seja substituído após 6 a 8 anos de uso, mas o especialista reforça que é preciso também se atentar ao tipo de material e a rotina de uso. “É natural um colchão com molas ter durabilidade maior do que o de espuma, que com o passar do tempo, perde a capacidade de suportar o peso. O colchão dá sinais que precisa ser substituído”, diz.

Se o corpo “afunda” em determinadas áreas do colchão, está na hora de trocá-lo. “Esse desgaste compromete o suporte das regiões de maior peso, como quadris e ombros. Quando isso ocorre, o colchão deixa de sustentar o corpo de forma equilibrada e perde sua função essencial de conforto e estabilidade. Investir em um colchão confiável é investir na saúde, no conforto e na qualidade de vida”, afirma o especialista.

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