Eleições 2026: como proteger a saúde mental da tensão política
Especialistas dão orientações de como proteger o bem-estar psicológico sem se desligar totalmente do factual durante o período pré-eleitoral.
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A um mês das eleições gerais de outubro de 2026, a escalada da tensão no cenário político brasileiro, marcada pela intensa polarização, tem um efeito direto na saúde mental da população. A exposição constante a um fluxo de notícias sobre a disputa eleitoral gera um ambiente de incerteza e insegurança, que pode desencadear quadros de ansiedade, estresse e esgotamento emocional.
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Neste período pré-eleitoral, equilibrar a necessidade de se manter informado com a proteção do bem-estar psicológico se torna um desafio diário. Adotar estratégias para filtrar o consumo de informação é fundamental para atravessar a reta final da campanha sem adoecer.
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Por que o noticiário político afeta tanto a saúde mental?
A exposição contínua a notícias sobre crises e conflitos faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta. Essa percepção de ameaça constante ativa respostas fisiológicas de estresse, como a liberação de cortisol, que, em excesso, pode levar à exaustão, irritabilidade e dificuldade de concentração.
O fenômeno conhecido como “doomscrolling” — termo popularizado a partir de 2020 para descrever o ato de consumir compulsivamente notícias negativas em redes sociais e portais — agrava esse quadro. Os algoritmos tendem a reforçar o ciclo, entregando mais conteúdo similar e aprofundando a sensação de impotência e desesperança diante dos fatos.
Como filtrar o excesso de notícias sem se alienar?
Criar uma rotina de consumo de informação consciente é o primeiro passo para reduzir o impacto negativo do noticiário. Não se trata de ignorar a realidade, mas de estabelecer limites saudáveis que permitam o processamento dos acontecimentos sem sobrecarga emocional. Algumas práticas podem ajudar nesse processo:
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Defina horários para se informar: estabeleça momentos específicos do dia para ler ou assistir ao noticiário, como no início da manhã e no fim da tarde. Evite consumir notícias logo ao acordar ou antes de dormir.
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Escolha fontes confiáveis: priorize veículos de jornalismo profissional e evite se informar apenas por meio de redes sociais, onde a desinformação e o discurso de ódio circulam com mais liberdade.
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Desative as notificações: alertas de notícias no celular mantêm o cérebro em um estado de prontidão constante para algo ruim. Desativá-los devolve o controle sobre quando você decide se informar.
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Busque um equilíbrio temático: intercale o consumo de notícias políticas com conteúdos sobre outros assuntos de seu interesse, como cultura, esportes, ciência ou entretenimento.
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Converse sobre outros assuntos: em encontros com amigos e familiares, proponha ativamente temas que fujam da pauta política. Criar zonas de respiro em conversas sociais é essencial.
Quais os sinais de que a política está prejudicando seu bem-estar?
É importante estar atento aos sinais que o corpo e a mente dão quando o limite é ultrapassado. Reconhecer esses sintomas é o primeiro passo para buscar uma mudança de hábitos ou, se necessário, ajuda profissional. Fique atento a alguns indicadores comuns:
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Alterações de humor, como irritabilidade e impaciência constantes.
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Dificuldade para dormir, insônia ou pesadelos recorrentes.
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Sentimentos de desesperança ou ansiedade ao pensar no futuro do país.
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Cansaço físico e mental persistente, mesmo sem esforço aparente.
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Evitar conversas ou encontros sociais para não ter que discutir política.
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