Sono ruim e má alimentação? Mitos e verdades sobre ganho de massa muscular
É preciso olhar o corpo de dentro para fora, observando as condições hormonais, metabólicas e inflamatórias para um processo eficaz de emagrecimento
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Quando o assunto é emagrecer, a balança pode se transformar em uma verdadeira vilã de novela. Segundo insights da Harvard Health Publishing, uma perda de peso saudável pode ser alcançada ao consumir entre 500 e 750 calorias a menos por dia do que o corpo gasta, no entanto, regrar esse gasto calórico ainda é um desafio nas rotinas pessoais e profissionais.
Em um cenário em que 48% dos brasileiros desejam emagrecer, segundo dados cruzados do YouGov com a plataforma Statista, transformar a redução de peso em um planejamento saudável vai além da balança. Com os olhos voltados para hábitos saudáveis na última década, avaliações médicas concluíram que não basta apenas regrar a boca, é preciso atenção à condição hormonal, metabólica e inflamatória.
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O olhar atento da comunidade médica ganhou ainda mais força após o Brasil ocupar a nona posição no ranking global de pessoas que buscavam emagrecer em 2020. Com a diferença de doze pontos percentuais para o primeiro colocado (o Chile, com 60% da população motivada a emagrecer), o Brasil segue acima da média geral dos países que desejam perder peso, avaliada em 45%, ainda segundo a Statista.
Segundo Octávio Guarçoni, que atua em medicina estética, o excesso de peso funciona como um sinal clínico de que há alterações hormonais, como resistência à insulina ou disfunções da tireoide, além de processos inflamatórios silenciosos que interferem diretamente no metabolismo. Por isso que o emagrecimento, de acordo com o médico, levanta dúvidas sobre o controle rígido de calorias e se aprofunda no histórico clínico do paciente.
“Em resposta ao quadro amplo de condições que levam o paciente a adquirir mais massa corporal, a medicina integrada surge. O tratamento se baseia nas causas que mantêm o corpo em estado de retenção e desregulação energética, o que inclui sono inadequado, estresse crônico e má alimentação. A avaliação individualizada passa a ser central, com exames laboratoriais direcionados e análise do histórico clínico completo para orientar estratégias mais precisas e duradouras”, destaca.
Junto à balança, Octávio explica que a conduta médica envolve investigar causas internas e, ao mesmo tempo, alinhar intervenções estéticas com ajustes de rotina como sono, controle do estresse, alimentação com menor carga inflamatória e estímulo de massa muscular.
“Fatores hormonais e metabólicos são elementos centrais na forma como o corpo armazena, utiliza e elimina energia. O eixo hormonal envolve substâncias como insulina, cortisol, hormônios da tireoide e leptina, que regulam desde o apetite até a disposição para queimar gordura. Quando há resistência à insulina, por exemplo, o organismo tende a estocar mais energia em forma de gordura. Quando esses sistemas estão desregulados, o emagrecimento se torna mais lento e menos previsível, mesmo com intervenções externas.”
A fim de potencializar resultados, quando o organismo está metabolicamente bem, o especialista relata que procedimentos estéticos podem ser um caminho para emagrecer, com tratamentos como a criolipólise, que atua na redução de gordura localizada por resfriamento controlado, ou a radiofrequência para melhora da flacidez, o estímulo de colágeno e o combate à gordura localizada facial.
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“Um dos principais erros, por parte do paciente, é acreditar em soluções isoladas. O corpo não funciona de forma segmentada e, quando esses desequilíbrios não são considerados, o resultado tende a ser limitado ou temporário. Quando há investigação adequada e um plano integrado, o processo se torna mais previsível e sustentável.”