RADIOTERAPIA

Câncer de testículo: o detalhe na virilha que você não pode ignorar

Além do nódulo, um desconforto sutil na região inguinal pode esconder a doença que atinge 2 mil brasileiros por ano; veja como a tecnologia mudou o jogo

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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, embora não esteja entre os tumores mais incidentes no país, o câncer de testículo registra entre 1.700 e 2 mil novos casos por ano no Brasil. Em mortalidade, nos últimos dois anos, a doença foi responsável, em média, por cerca de 500 mortes anuais no país, aponta o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Ainda que raro, é o tumor sólido mais comum em homens jovens, especialmente entre 20 e 34 anos. 

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Dados de um estudo publicado na revista Urologic Clinics of North America, conduzido por pesquisadores do Departamento de Radioterapia do University of Kansas Cancer Center, mostram que a sobrevida global ultrapassa os 95% mesmo considerando todos os estágios da doença, podendo superar 90% em casos metastáticos, com as abordagens terapêuticas atuais. 

Nesse cenário, a radioterapia mantém papel relevante, especialmente nos tumores do tipo seminoma, que correspondem a cerca de 50% a 60% dos casos e apresentam alta sensibilidade à radiação.

A revisão também mostra que a radioterapia segue como uma opção importante principalmente nos estágios iniciais do seminoma. Nessa fase, o risco de o câncer voltar após o tratamento complementar com radiação é baixo, ficando abaixo de 3% a 5%. Já nos casos em estágio II, os estudos indicam bons resultados, com poucas recaídas e alta sobrevida após o tratamento. 

Outro ponto importante é que a radioterapia evoluiu ao longo dos anos. Hoje, são usadas doses menores e áreas mais direcionadas, com cerca de 20 Gy nos estágios iniciais, mantendo a eficácia de antes, mas com menor risco de efeitos colaterais.  

Segundo o radio-oncologista Wilson José de Almeida, presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), a indicação da radioterapia deve ser individualizada. “Hoje, conseguimos manter altas taxas de controle da doença utilizando doses menores e campos mais reduzidos, o que contribui para diminuir os efeitos colaterais e preservar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma. 

Tratamento individualizado 

O tratamento é definido de forma individualizada, considerando o tipo histológico e o estágio da doença. A cirurgia, por meio da orquiectomia (emoção de um ou ambos os testículos), é a abordagem inicial na maioria dos casos. A partir dessa etapa, podem ser indicadas estratégias complementares como vigilância ativa, quimioterapia ou radioterapia. Nos seminomas, a alta radiossensibilidade justifica o uso da radiação em cenários selecionados, principalmente como terapia adjuvante. 

Além da eficácia oncológica, os avanços tecnológicos têm permitido maior precisão no planejamento da radioterapia, com redução da exposição de tecidos saudáveis e potencial diminuição de efeitos adversos a longo prazo. Ainda assim, a decisão terapêutica deve considerar riscos e benefícios, incluindo a possibilidade de efeitos tardios, como segundos tumores, sobretudo com técnicas mais antigas e campos mais amplos.

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Fatores de risco

Entre os fatores de risco para o câncer de testículo estão:

  • Criptorquidia (falha de um ou ambos os testículos descerem para o escroto)
  • Histórico familiar
  • Ocorrência prévia da doença
  • Algumas condições genéticas

A doença costuma se manifestar com:

  • Nódulo ou aumento do volume testicular
  • Sensação de peso no escroto, geralmente indolor 
  • Desconforto na região inguinal (parte inferior do abdômen ou na virilha)

Os sinais devem ser investigados precocemente para ampliar as chances de cura. “Alguns homens relatam dor ou sensibilidade no testículo afetado, além de alterações como aumento ou sensibilidade nas mamas. Em situações mais avançadas, pode haver dor nas costas, o que reforça a importância de procurar avaliação médica diante de qualquer mudança persistente”, destaca Wilson.

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