Como identificar seu tipo de pele em casa e acertar na rotina de cuidados
Dermatologista orienta o que observar depois de lavar o rosto e que tipo de produto usar em cada caso, e cita um erro comum entre pessoas com pele oleosa
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Saber identificar corretamente o tipo de pele é o primeiro passo para montar uma rotina de cuidados eficaz — e isso pode começar em casa, com uma observação simples. De acordo com a dermatologista Carulina Moreno, um teste prático pode ajudar a entender como a pele se comporta no dia a dia, embora não substitua a avaliação clínica.
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A orientação da médica é lavar o rosto com um sabonete suave, aguardar cerca de 30 minutos sem aplicar nenhum produto e, então, observar as reações da pele.
- Se houver sensação de repuxamento, aparência opaca e desconforto, há indícios de pele seca
- Já o brilho difuso, especialmente na zona T e em outras áreas do rosto, pode indicar pele oleosa
- Quando esse brilho se concentra mais na testa, nariz e queixo, mantendo as laterais mais equilibradas, a tendência é de pele mista
- Em casos de ardência, vermelhidão ou reações frequentes a produtos, a pele pode ser sensível
Segundo a especialista, é importante lembrar que muitas pessoas apresentam mais de uma característica ao mesmo tempo, o que reforça a importância de uma análise mais aprofundada quando possível.
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É possível mudar o tipo de pele?
Outro ponto essencial é que a pele não é estática — ela muda ao longo da vida. Fatores como alterações hormonais, envelhecimento, clima, alimentação, estresse, exposição solar, uso de medicamentos e até procedimentos estéticos influenciam diretamente seu comportamento. Na adolescência, por exemplo, é comum o aumento da oleosidade. Com o passar dos anos, a tendência é que a pele se torne mais seca, fina e sensível.
Além disso, hábitos inadequados, como excesso de limpeza ou uso de produtos errados, também podem comprometer o equilíbrio da pele.
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Como cuidar da pele em cada caso?
Apesar das diferenças entre os tipos, a base de uma boa rotina de cuidados é universal: limpeza adequada, hidratação e proteção solar. O que varia é a forma como esses passos são executados.
- Peles oleosasas se beneficiam de produtos leves, com controle de brilho
- Já as peles secas pedem fórmulas mais nutritivas e confortáveis
- No caso das peles sensíveis, o ideal é optar por produtos suaves, com menor potencial irritativo
Um dos erros mais comuns, segundo a dermatologista, é acreditar que a pele oleosa não precisa de hidratação. Na prática, oleosidade e hidratação são coisas diferentes. Mesmo produzindo mais sebo, a pele pode estar desidratada, o que leva a sinais como sensibilidade, repuxamento e até aumento da produção de óleo como mecanismo de compensação. Por isso, o ideal é investir em hidratantes leves, com textura gel ou gel-creme, que ajudam a manter a barreira cutânea equilibrada sem pesar.
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Entender o seu tipo de pele é mais do que uma questão estética — é uma forma de cuidar melhor da saúde da pele, prevenindo problemas e garantindo resultados mais eficazes no dia a dia.