SAÚDE DO CORAÇÃO

AVC aos 44: caso do marido de Kelly Key reforça alerta

Cardiologista destaca os fatores que estão colocando pessoas na zona de risco antes dos 50 anos, sintomas que exigem atendimento médico e formas de prevenção

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O recente episódio envolvendo o marido de Kelly Key, o empresário Mico Freitas, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) aos 44 anos, trouxe à tona uma preocupação crescente: o aumento dos casos de AVC em pessoas relativamente jovens. Embora associado à terceira idade, a doença vem atingindo cada vez mais indivíduos com menos de 50 anos.

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"Estudos mostram crescimento significativo de casos nessa faixa etária, impulsionado por estresse crônico, sedentarismo, consumo de alimentos ultraprocessados, tabagismo, álcool, hipertensão e o uso de anabolizantes ou drogas", alerta o cardiologista Augusto Vilela, CEO do Instituto do Coração de Fortaleza (CE), coordenador científico CardioAula e representante do Departamento de Hipertensão da SBC-CE.

Fatores de risco

Segundo Augusto, os principais fatores de risco envolvem:

  • Pressão alta
  • Colesterol elevado
  • Diabetes inicial
  • Distúrbios do sono (como apneia)
  • Doenças cardíacas não diagnosticadas
  • Uso de anticoncepcionais ou anabolizantes associado a outros fatores de risco

Sintomas que não podem ser ignorados

O AVC costuma surgir de forma súbita. De acordo com o médico, reconhecer os sinais pode salvar vidas. "Cada minuto sem tratamento pode significar perda irreversível de neurônios", afirma.

  • Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo
  • Dificuldade para falar ou entender
  • Desvio da boca
  • Perda de visão súbita
  • Tontura intensa ou desequilíbrio

"Qualquer suspeita é emergência médica imediata", diz o cardiologista. "O atendimento rápido permite terapias como trombólise ou trombectomia, que podem reduzir sequelas drasticamente", comenta.

É possível prevenir?

O especialista alerta que os cuidados devem começar cedo, e incluem:

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  • Controlar pressão arterial regularmente
  • Praticar atividade física
  • Alimentação equilibrada
  • Evitar cigarro e excesso de álcool
  • Checapes periódicos, mesmo sem sintomas

Segundo Augusto, caso de Mico Freitas reforça que o AVC pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer idade. "A prevenção e o reconhecimento precoce dos sintomas são as principais armas para evitar consequências graves ou até fatais", ressalta o médico.

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