As mudanças climáticas representam um dos maiores desafios globais e seus impactos se estendem diretamente à saúde humana e à beleza. Por isso, uma iniciativa científica inédita da L'Oréal, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), visa investigar com maior precisão seu impacto em diversas regiões da América Latina com o projeto Climaderma.
O objetivo final é conectar as descobertas ao entendimento de como tais variações podem afetar a saúde e a qualidade da pele, do couro cabeludo e do cabelo. O estudo buscará dados precisos para antecipar e mitigar esses efeitos com base na ciência e terá colaboração do professor Marcelo de Paula Corrêa, meteorologista especialista em física da atmosfera e mudanças climáticas e diretor do Instituto de Recursos Naturais da Unifei.
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Como vai funcionar?
O projeto será iniciado em 2026 e realizará medições ao longo de dois anos, em oito cidades da América Latina selecionadas por suas diversas condições climáticas: cinco no Brasil (Ilhéus-BA, Itajubá-MG, Mossoró-RN, Santarém-PA e São Paulo-SP) e três em outros países (La Paz-Bolívia, Arica-Chile e Chaco-Paraguai).
Em cada local, por três a quatro dias, serão coletados dados cruciais como radiação solar ultravioleta, poluição do ar, temperatura e umidade. Esses fatores são conhecidos por acelerar problemas como envelhecimento precoce, sensibilidade da pele, fragilidade capilar e distúrbios pigmentares.
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As medições ocorrerão em diferentes estações (inverno e verão) para avaliar minuciosamente os cenários climáticos. Essa abordagem permitirá o mapeamento e a análise das adaptações populacionais e suas rotinas cosméticas em ambientes climáticos desafiadores em várias partes do continente.
A L'Oréal planeja usar as descobertas do Climaderma para acelerar as discussões sobre o impacto das mudanças climáticas na beleza e nas necessidades dos consumidores. "Estamos diante de uma transformação climática que impactará a saúde humana, no futuro da beleza e nos cuidados pessoais. Com o projeto Climaderma, estamos investindo em pesquisa de ponta para entender esses desafios e desenvolver soluções inovadoras que antecipem as necessidades futuras dos nossos consumidores globalmente", afirma Cristina Garcia, diretora de Comunicação Científica e de Pesquisa Avançada do Grupo L’Oréal para a América Latina.
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"A América Latina, com sua vasta diversidade climática, de zonas tropicais a áridas e grandes altitudes, e populações já expostas a condições extremas, é um laboratório a céu aberto para este estudo inédito," explica o professor Marcelo.
"Pela primeira vez, realizaremos medições tão precisas e abrangentes em localidades de países como Brasil, Bolívia, Chile e Paraguai, coletando dados em altitudes elevadas, regiões áridas ou muito quentes, na região amazônica, no litoral, e que serão cruciais para compreender o impacto real do clima na pele e cabelo. Os aprendizados daqui serão de grande valia para guiar estratégias globais sobre o tema”, completa.
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O estudo contribui para o avanço do conhecimento sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde e beleza e, consequentemente para o desenvolvimento de soluções inovadoras e adaptadas a esses desafios, e conta com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
