UROLOGIA

Ficar sem sexo reduz o tamanho do pênis? Entenda riscos

Ausência prolongada de ereções pode levar à atrofia peniana, com redução de até dois centímetros; existe diferença entre ausência de relação sexual e de ereções

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Não fazer sexo pode diminuir o tamanho do pênis? A dúvida, embora constrangedora, é comum, e a resposta reside na ausência prolongada de ereções. Como qualquer outro órgão, o pênis pode perder a elasticidade e acabar reduzindo caso fique sem estímulo frequente. 

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Evidências científicas sustentam o medo. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Estado da Califórnia indica que a ausência prolongada de atividade sexual pode levar à atrofia peniana, com redução de até dois centímetros no tamanho do órgão. No cenário brasileiro, o quadro também chama atenção: de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), aproximadamente 50% dos homens acima dos 40 anos relatam algum tipo de queixa relacionada à função erétil

Segundo Ariê Carneiro, urologista do Einstein Hospital Israelita, a redução do tamanho associa-se à atrofia muscular. O processo substitui o tecido elástico por colágeno rígido, resultando em perda de comprimento e firmeza. “Algumas condições médicas também podem influenciar: prostatectomia radical e doença de Peyronie (curvatura peniana), que pode encurvar o órgão e relacionar-se à diminuição do comprimento”, acrescenta. 

No entanto, mais do que a prática sexual em si, o que preserva a saúde peniana é a manutenção da ereção. Mesmo com a ausência do sexo, a atrofia pode ser evitada com estímulos solo. “A masturbação pode cumprir papel semelhante, mantendo o pênis ativo e contribuindo para circulação sanguínea local”, resume o médico. Nos casos de atrofia, nem ereções noturnas são registradas. “Com tratamento adequado, há possibilidade de reversão.”

A analogia com o preparo físico de um atleta ilustra a lógica: um braço imobilizado por muito tempo pode atrofiar. O mesmo raciocínio se aplica à musculatura peniana. Ereções, mesmo sem objetivo de relação sexual, contribuem para a preservação e preparo muscular.

Ainda assim, não existe um tempo exato estabelecido para que a falta de ereções resulte no quadro. “Em casos de disfunção erétil leve, a recomendação costuma envolver tratamento voltado ao restabelecimento de ereções frequentes, mesmo sem masturbação ou relação sexual, com objetivo de manter musculatura e elasticidade”, aponta Ariê.

“Existe diferença entre ausência de relação sexual e ausência de ereções”, reitera o urologista. Diante da falta de estímulo voluntário — acompanhado ou sozinho —, as ereções noturnas funcionam como um mecanismo de vascularização e manutenção da musculatura. “Ereções espontâneas, diurnas ou noturnas, também participam da manutenção da saúde do órgão. O essencial é a ocorrência de ereções firmes e com duração adequada.”

Sedentarismo, doenças cardiovasculares e/ou abstinência também contribuem para o mau funcionamento peniano. “A disfunção erétil pode funcionar como preditor de doenças cardíacas. Sintomas de falha erétil podem sinalizar arteriosclerose ou placas de ateromatose”, alerta o urologista. Uso recreativo de medicamentos para disfunção erétil sem indicação médica ainda pode reduzir a resposta futura aos tratamentos.

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Casos que demandam a busca por ajuda especializada envolvem a perda completa de ereções e/ou redução de tamanho. “A medicina sexual masculina evoluiu significativamente, com opções como medicamentos orais, injetáveis e, em casos extremos, prótese peniana”, afirma o médico. “Atenção aos sintomas e busca por especialista são medidas essenciais para preservar a saúde sexual e geral, sem constrangimento.”

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