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Estado de Minas TELEVISÃO

Bruna Linzmeyer: 'O Pantanal traz poder e força'

Atriz, que vive a provocante Madeleine na primeira fase da novela, afirma que pediu aos encantados da região permissão para acessar essas energias


03/04/2022 04:00 - atualizado 03/04/2022 01:59

Atriz Bruna Linzmeyer, na novela Pantanal, posa em barco. Atrás dela, vê-se o rio
Bruna Linzmeyer ficou impressionada com a imponência da natureza na região do Pantanal (foto: João Miguel Júnior/Globo)

Bruna Linzmeyer reconhece e respeita a importância de “Pantanal”. Não só pelo sucesso da obra original de Benedito Ruy Barbosa, exibida pela extinta Rede Manchete em 1990, mas também pela magnitude da forma como a natureza se apresenta na região. Na primeira fase da trama das 21h da Globo, a atriz interpreta a provocante Madeleine, que se casa com José Leôncio (Renato Góes/Marcos Palmeira).
 
No começo, ela troca a vida urbana pela fazenda, mas as diferenças entre eles pesam demais. Ela, então, deixa o marido e leva o filho, Jove (Jesuita Barbosa). De acordo com a atriz, ter a vivência no local foi importante para o desenvolvimento da personagem, antes de entregá-la a Karine Teles, que assume Madeleine na segunda fase.

"Fiquei investigando essa angústia que Madeleine sente. A personagem se pergunta o que está fazendo lá e aquele lugar representa uma prisão para ela, uma solidão muito grande. Existia essa sensação poderosa na locação, que ajuda o trabalho a acontecer. O Pantanal traz esse poder e força. O respeito é por esses encantados que vivem naquela terra. Então, pedi permissão para acessar essas energias. Tenho uma crença espiritual grande", relata.

Segundo Bruna, a viagem para gravar no Pantanal contribuiu de forma positiva. Além das imagens exuberantes da natureza, filmar na região possibilitou que o elenco tivesse um convívio intenso. Por conta disso, a atriz se aproximou ainda mais de Malu Rodrigues, intérprete de Irma na primeira fase. Assim, as duas se uniram para construir a complexa ligação das irmãs na trama.
 
O personagem José Leôncio (Renato Góes) tem Madeleine (Bruna Linzmeyer) deitada em seu peito, na novela Pantanal
José Leôncio (Renato Góes) e Madeleine (Bruna Linzmeyer) se apaixonam, mas a jovem do Rio de Janeiro não vai se adaptar à vida pantaneira (foto: João Miguel Júnior/Globo)
 

PARADOXOS

"Essa relação é intensa e paradoxal. Ao mesmo tempo em que se amam muito, têm inveja. Lembro-me da nossa preparação: a gente fazia uns ensaios, tinha a coisa de querer estar perto, mas a raiva dessa proximidade. Recordo-me também quando estávamos no estúdio e vimos a Irma e a Madeleine da segunda fase, interpretadas por Camila Morgado e Karine Teles, vestidas com o figurino. Foi emocionante", conta.

Natural de Corupá, Santa Catarina, Bruna cresceu no interior e viveu essa realidade até os 17 anos. Com isso, reconheceu semelhanças da cidade em que morou com o local de gravações no Mato Grosso do Sul. Apesar de serem áreas diferentes, a intérprete de Madeleine identificou questões sociais iguais. E também procurou conhecer melhor as mulheres de lá, ao lado da atriz Leticia Salles, a Filó da primeira parte do folhetim.

"Tinha uma vila aonde a gente ia nos dias de folga e sentava no banquinho. As pessoas nos recebiam e, assim, conhecemos as Filós e Madeleines. Encontramos essas personas das personagens na vida real e voltávamos caminhando para a fazenda. Ouvimos muitas histórias e recebemos carinho das pessoas, que nos acolhiam em suas varandas", revela.

PERRENGUE

Atriz Bruna Linzmeyer encostada na porteira, onde se vê capanga pendurada, na região do Pantanal
Atriz diz que maior perrengue nas gravações foi abrir e fechar as porteiras das fazendas (foto: João Miguel Júnior/Globo)
Além do encantamento pelo Pantanal, Bruna também passou pelas dificuldades de gravar ali. Mesmo com toda a logística proposta pela Globo, a atriz detalha como o deslocamento entre as seis fazendas que serviam de locação era longo.

"O maior perrengue, talvez, tenha sido abrir e fechar as porteiras e os deslocamentos de todos os dias. Fiquei impressionada com o nível de produção. A parte dos jacarés é linda demais. Já a ariranha gerava uma situação tensa. Quando ela passava, eu saía do rio. Lá, nós éramos os intrusos", afirma.


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