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Estado de Minas TURISMO EM ALTA

Minas tá na moda: até Gisele Bündchen se rende às belezas das Gerais

Passagem da top model comprova a última pesquisa do IBGE: crescimento do turismo em Minas Gerais coloca o estado no topo no cenário brasileiro


24/08/2023 10:11 - atualizado 24/08/2023 11:14
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Ibiti Projeto
Em passagem por Minas, Gisele conheceu cachoeiras e fez um agradecimento ao Ibiti Projeto pela experiência em meio à natureza do Parque Estadual do Ibitipoca (foto: Reprodução Instagram)

 
“Que lugar mágico! Estou recarregada e inspirada!”, escreveu a supermodelo Gisele Bündchen em uma publicação no Instagram, no início do mês agosto, contendo um álbum de fotos no qual ela aparece meditando em uma cachoeira, perto de uma fogueira, acariciando um cavalo e aproveitando um pão de queijo com café, além de frutas, sucos e pães. 

A top model compartilhou em suas redes sociais algumas imagens em Conceição do Ibitipoca, distrito de Lima Duarte, na Zona da Mata mineira. A presença da celebridade no estado comprova o que os números do IBGE apontaram: o volume das atividades turísticas de Minas Gerais, em abril de 2023, correspondeu a 10,1% no comparativo com abril de 2022, enquanto a variação do volume nacional foi de 1,4% no mesmo período. Minas Gerais tem conquistado posição de liderança no cenário brasileiro, obtendo o maior volume de atividades turísticas, além de registrar crescimento superior a 720% em relação à média nacional.
 

Turismo de experiência

Queijo Canastra
Rota do queijo: a expectativa para 2023 é que o fluxo turístico na região da Canastra supere os índices pré-pandêmicos (foto: Aprocan/Divulgação)

“Tivemos um julho histórico”, exalta o produtor rural e empresário Hugo Faria Leite, que recebe turistas em sua fazenda localizada em São Roque de Minas, na região da Serra da Canastra. Cerca de 50% do queijo produzido por ele é comercializado no próprio local, onde os visitantes podem degustar e conhecer todas as etapas de produção do alimento, que é candidato a patrimônio da humanidade pela Unesco.

“Nós recebemos mais de 3 mil pessoas em nossa fazenda, em julho, vivendo a experiência do queijo artesanal da Canastra”, comemora Leite, que disse já retomar os índices pré-pandemia. O relato do fazendeiro vem se somando aos de outros produtores mineiros, gestores municipais e membros do trade turístico que identificam, na prática, o que os números mais recentes têm revelado sobre o crescimento da atividade turística em Minas Gerais.

Gerente executivo da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), Higor Freitas ressalta, inclusive, que a expectativa para 2023 é que o fluxo turístico na região da Canastra supere os índices pré-pandêmicos até dezembro.“O turismo de experiência vem crescendo. Atualmente, recebemos grupos de 30 a 35 pessoas provenientes de outros estados”, pontua Freitas, que identifica no setor um reflexo das ações do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). “Especialmente no que diz respeito à valorização da Mineiridade, assim como o pleito dos Modos de Produção do Queijo Minas Artesanal a patrimônio da humanidade", acrescenta.

De acordo com o gerente executivo, a promoção de feiras e eventos também tem impulsionado e fortalecido o segmento. "São 70 produtores associados, com uma produção média mensal de 52.500 quilogramas. Diante desse cenário favorável, haverá um incremento na produção nos próximos meses para atender à demanda turística na região”, completa Freitas.

Hotelaria

Palace Hotel
O Palace Hotel é cartão-postal de Poços de Caldas, localizado ao lado do Palace Casino e das Thermas Antônio Carlos (foto: Codemge / Divulgação)

Essa expansão da atividade turística não se limita à Serra da Canastra. Em Poços de Caldas, no Sul de Minas, por exemplo, a ocupação hoteleira chegou a 100% em julho. Conhecida por suas fontes termais, a cidade recebe aproximadamente 1,6 milhões de turistas por ano, e a projeção é de aumento nos próximos meses.

Um dos investimentos mais recentes no setor que poderá contribuir para esse crescimento é o contrato de concessão do Circuito Integrado, formado pelo Complexo Turístico Cristo Redentor (com teleférico e a rampa de voo livre), a Fonte dos Amores, o Recanto Japonês e o Complexo Turístico Véu das Noivas.

O acordo foi firmado em dezembro do ano passado entre a prefeitura de Poços de Caldas e a empresa Circuito Integrado do Turismo de Poços de Caldas. O contrato de R$ 45 milhões, estruturado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), prevê a geração de 300 empregos no município, sendo 100 diretos, além da arrecadação de R$ 20 milhões em Impostos Sobre Serviços (ISS) durante o período de concessão.

“A concessão do Circuito Integrado representa um ganho enorme para o município. Atualmente, contamos com 11 mil leitos, e a cidade está se preparando para ampliá-los, pois é uma demanda já existente. Esse investimento será um agregador para todo o trade turístico de Poços de Caldas, qualificando melhor a prestação de serviço, ofertando novas opções de lazer para o turista e gerando emprego e renda para a cidade e a região”, ressalta o secretário municipal de Turismo de Poços de Caldas, Israel Souza Pinheiro.

Outra cidade mineira que desponta é Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Listada pelo Ministério do Turismo entre os municípios brasileiros mais bem preparados para receber turistas do país e do exterior, a cidade vem se destacando no ranking nacional nos segmentos do turismo de negócios e eventos.

"O turismo de negócios sempre foi a vocação de Uberlândia, que tem uma localização estratégica e atrativa para o empreendedorismo. Mas nossa cidade também é muito rica culturalmente e historicamente, com diversas manifestações religiosas e tradições gastronômicas, além de espaços para o lazer. Portanto, investimos em políticas de infraestrutura que contemplem o crescimento da nossa cidade e contribuam com a qualidade de vida", explica o prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão.

Polo do agronegócio e um dos principais centros do país com capacidade para receber eventos de grande porte, Uberlândia conta com 3.546 meios de hospedagens e 6.305 leitos, apresentando fluxo turístico doméstico médio anual de 584.716 visitantes, além dos 18.732 provenientes do estrangeiro.

Reconhecida por sediar competições esportivas como o Sul-Americano de Vôlei Feminino, Copa Davis de Tênis, Pré-Olímpico de Vôlei Feminino e a Supercopa de Vôlei (modalidades masculina e feminina), a cidade do Triângulo Mineiro também se consolidou como um importante espaço para shows, recebendo na Arena Sabiazinho apresentações de bandas e artistas de renome nacional e internacional.

Contato com a natureza

Parque Estadual do Ibitipoca
Parque Estadual do Ibitipoca recebeu 32.513 visitantes entre janeiro e maio deste ano. A Cachoeira do Macacos é uma das preferidas dos turistas (foto: Evandro Rodney/Divulgação)
 

Com paisagens de tirar o fôlego, Parque Estadual do Ibitipoca é o segundo mais visitado em todo o estado, de acordo com o levantamento do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Foram 32.513 visitantes entre janeiro e maio deste ano. Somente no primeiro semestre de 2023, mais de 158 mil pessoas visitaram cerca de 17 Parques Estaduais, representando um crescimento de 21% em relação a 2022. 

De acordo com a Pesquisa de Demanda Turística, divulgada no ano passado pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais, 33,2% dos visitantes que viajam pelo estado buscam contato com a natureza. No Brasil, Minas Gerais lidera o segmento com 42,4%, à frente de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, são 94 unidades de conservação e 42 delas são Parques Estaduais.
 

O gestor da Instância de Governança Regional Serras de Ibitipoca (IGRs), Marcio Lucinda Lima, avalia que o trabalho desenvolvido pela Secult tem orientado de maneira exemplar os diversos agentes que promovem a atividade turística no estado.

“Com o direcionamento estratégico da Secult, Minas Gerais é um exemplo de construção participativa do turismo no país”, frisou Lima, que também ressaltou a importância da interlocução entre municípios, Secult e Ministério do Turismo. “Isso é necessário para fomentar a criação de Unidades de Conservação da Natureza, desenvolver o turismo no entorno dos Parques Naturais e comunidades turísticas, apoio técnico e institucional são algumas das ações para consolidar e promover o turismo regional. As IGRs ou Circuitos Turísticos também têm um papel fundamental no processo de capilaridade da construção e implementação dessas políticas públicas. Com o trabalho de ponta, orientamos os municípios, identificamos e formatamos produtos, gerando visibilidade regional em todas as 44 regiões turísticas”, conclui. 


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