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Estado de Minas

Terra da Pequena Sereia, Copenhague é mais bonita que nos contos de fada

Na capital da Dinamarca, tudo funciona bem. Bicicletas e carros elétricos são prioridades, assim como o transporte público. As pessoas têm qualidade de vida e compromisso com a sustentabilidade


postado em 10/09/2019 06:00 / atualizado em 13/09/2019 15:10

Escultura da Pequena Sereia sentada em uma pedra no cais de Langelinie é o ponto mais famoso de Copenhague(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Escultura da Pequena Sereia sentada em uma pedra no cais de Langelinie é o ponto mais famoso de Copenhague (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

Terra do escritor Hans Christian Andersen, autor de clássicos da literatura infantil como Soldadinho de chumbo, A pequena sereia e Patinho feio, entre outros, a Dinamarca está entre os três países mais felizes do mundo, atrás apenas da Finlândia e da Noruega.

 

Ciclistas circulando pelo Porto de Nyhavn: cidade é toda pensada para atender à turma da bike(foto: Febiyan/Unsplash)
Ciclistas circulando pelo Porto de Nyhavn: cidade é toda pensada para atender à turma da bike (foto: Febiyan/Unsplash)

 

No reino da Dinamarca

Andar calmamente pelas ruas, prestando atenção na arquitetura clássica e moderna, é a melhor forma de descobrir e se encantar com a cidade

 

A Dinamarca é uma monarquia com um sistema parlamentar de governo. Apesar de ser membro da União Europeia, o país não aderiu ao euro. A moeda local é a coroa dinamarquesa (DKK). A capital, Copenhague, é a maior cidade do país, com mais de 1,2 milhão de habitantes. Fica localizada nas ilhas costeiras de Zelândia e Amager. Ela se liga a Malmö, na parte Sul da Suécia, pela ponte do Oresund.

 

Centro Histórico de Copenhague abriga as construções mais antigas, fortalezas e castelos(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Centro Histórico de Copenhague abriga as construções mais antigas, fortalezas e castelos (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

Copenhague conquista os visitantes logo de cara. Além da infraestrutura e organização, a cidade é toda plana, não existem morros, o que facilita o transporte por bicicletas. Aliás, o uso de bikes é extremamente incentivado pelo governo, que distribui duas delas para cada família. Ciclovias modernas foram instaladas por toda a cidade, e todos os dias estima-se que cerca de 35 mil bicicletas circulam pelas ruas.

 

De cara, você percebe a relação de amor e respeito que a população tem com a cidade. O espaço das bikes é respeitado, os pedestres também são respeitados e os carros que circulam pelas ruas, em sua maioria elétricos, convivem em harmonia no trânsito. Não vimos uma única batida, buzina, briga e, muito menos, motos cortando os espaços. Aliás, o que menos se vê em Copenhague são motos. As ruas são limpas e a população e visitantes são estimulados a pensar na sustentabilidade. A preocupação com o meio ambiente faz parte da cultura e da rotina da cidade.

 

Statens Museum For-Kunst é um dos principais museus da Dinamarca (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Statens Museum For-Kunst é um dos principais museus da Dinamarca (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

Copenhague é reconhecida também pela sua área verde, com parques espalhados por diversas partes da cidade. Em 2015, uma lei municipal determinou que todos os cidadãos devem ter um parque ou praia a menos de 15 minutos de casa a pé. O Jardim do Rei, do Castelo Rosenborg, é o parque mais antigo – foi construído em 1606 – e recebe anualmente mais de 2,5 milhões de visitantes.

 

No Centro da cidade fica o Jardim Botânico, que se destaca pelo número de estufas do século 19, doadas pelo fundador da cervejaria Carlsberg, J.C Jacobsen. O Fælledparken, com 58 hectares, é o maior parque de cidade, sendo popular para a prática de esportes e por sediar eventos anuais como a ópera ao ar livre, além de outros concertos. Fica ao lado do Estádio Nacional Dinamarquês. A cidade também tem muitos museus que valem uma visita, como o Statens Museum For-Kunst, dos principais museus da Dinamarca, que abriga mais de 250 mil peças desde o Renascimento até obras modernas.

 

Palácio de Amalienborg, formado por quatro edifícios, é a residência de inverno da família real dinamarquesa(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Palácio de Amalienborg, formado por quatro edifícios, é a residência de inverno da família real dinamarquesa (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

CARA DA NOBREZA

O Centro Histórico (Indre By) de Copenhague abriga as construções mais antigas, fortalezas e arquitetura aristocrática da nobreza. É lá que fica o Palácio de Amalienborg, residência de inverno da família real dinamarquesa. Perto dali estão o Palácio de Christiansborg e o Castelo Rosenborg, cercado por jardins. O complexo de Amalienborg é formado por quatro palácios. No centro tem uma estátua do rei Frederico V, o fundador de Amalienborg. Por outro lado, edificações modernas dão o novo tom da capital dinamarquesa. Andar calmamente pelas ruas, prestando atenção a cada detalhe da arquitetura clássica e moderna, é a melhor forma de descobrir Copenhague

 

Um dos locais mais procurados pelos turistas é o Tivoli, parque mais antigo do mundo, construído em 1843(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Um dos locais mais procurados pelos turistas é o Tivoli, parque mais antigo do mundo, construído em 1843 (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

 

Um lugar para não esquecer

 

 

Explorar Copenhague requer calma, um olhar atento por onde você anda e disposição para conhecer bem a cidade e tudo o que ela oferece. Uma das atrações mais procuradas pelos visitantes é o Tivoli, que é o parque mais antigo do mundo, datado de 1843. Fica em frente à Estação Central de Copenhague e longas filas se formam durante todo o dia (o parque funciona até as 23h) para conhecer os jardins exuberantes, aproveitar os brinquedos e dar uma pausa para tomar uma cerveja ou um café nos vários bares e restaurantes que funcionam no local. À noite, vários shows são realizados no parque. O ingresso custa 60 DKK (R$ 37) para crianças de 3 a 7 anos e 120 DKK (R$ 73) para maiores de 8 anos. O único problema é que o valor pago não inclui os brinquedos.

Outro local que deve ser incluído na programação é o Palácio Amalienborg, residência principal da família real. Todo em estilo rococó, contempla quatro palácios idênticos construídos por volta de 1750. No entorno da praça, há uma estátua do rei Frederik V montado em um cavalo. O preço do ingresso para conhecer o museu custa 100 DKK (R$ 61).

 

No entorno da praça dos quatro palácios, construídos por volta de 1750, há uma estátua do rei Frederik V montado em um cavalo(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
No entorno da praça dos quatro palácios, construídos por volta de 1750, há uma estátua do rei Frederik V montado em um cavalo (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

Outro palácio a ser visitado é o de Christiansborg, prédio governamental, sede do Parlamento dinamarquês e da Suprema Corte da Dinamarca. Algumas partes do palácio são usadas pelo monarca, como as salas de recepção reais e a capela.

No Centro da cidade, vale conhecer o jardim do Castelo de Rosenborg, criado no início do século 17 para o rei Christian IV. Além de funcionar como área de lazer para o rei, o jardim tinha um pomar que fornecia frutas e vegetais para a corte do Castelo de Copenhague.

 

Turistas se revezam no cais de Langelinie para tirar fotos ou fazer selfies com a Pequena Sereia, personagem do conto de fadas de Hans Christian Andersen(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Turistas se revezam no cais de Langelinie para tirar fotos ou fazer selfies com a Pequena Sereia, personagem do conto de fadas de Hans Christian Andersen (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

Agora, não deixe de conhecer a estátua da Pequena Sereia sentada em uma pedra no cais de Langelinie. É o ponto mais famoso de Copenhague. Turistas se revezam no local para tirar uma foto ou fazer selfies com a personagem do conto de fadas de Hans Christian Andersen. Criada em 1913 pelo escultor Edvard Eriksen para homenagear o escritor, a Pequena Sereia se tornou o principal cartão-postal de Copenhague. A escultura é pequena, com apenas 1,25 metro de altura. Mas chama a atenção dos turistas. 

 

 

Tour pelos canais

 

Passeio pelos canais de Copenhagen: casas coloridas do século 18 encantam os turistas(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Passeio pelos canais de Copenhagen: casas coloridas do século 18 encantam os turistas (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)

 

O passeio em Copenhagen deve incluir uma ida ao Porto Nyhavn. Famoso entre moradores e turistas, também representa um dos principais cartões-postais da cidade dinamarquesa com as casas coloridas do século 18.

 

No porto, há diversas opções para uma pausa entre restaurantes, cafés e bares. A gastronomia é de boa qualidade, principalmente para quem gosta de peixes e frutos do mar. Mas há carnes e massas.

 

Nyhavn (Novo Porto) é também conhecido como o porto histórico onde muitos navios históricos de madeira estão ancorados. No final do porto fica o Memorial da Âncora, dedicado aos marinheiros dinamarqueses que serviram na Marinha Real Canadense e a Marinha Mercante Canadense durante a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Coreia.

 

Não deixe de fazer um tour pelos canais ao som de jazz. Entre vinhos e cervejas, os turistas vão descobrindo paisagens lindíssimas de Copenhagen(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Não deixe de fazer um tour pelos canais ao som de jazz. Entre vinhos e cervejas, os turistas vão descobrindo paisagens lindíssimas de Copenhagen (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

Uma boa dica é fazer um tour pelos canais de Copenhagen. Escolhemos um barco em que simpáticos velhinhos tocavam jazz ao longo do percurso de uma hora. Entre vinhos e cervejas, os turistas vão descobrindo paisagens lindíssimas da cidade. Das casas que ficam à beira do rio, moradores acenam para os visitantes, que são muito bem recebidos em Copenhagen. A simpatia e educação dos habitantes encantam.

Andando pelas ruas da cidade, a Stroget é fechada só para pedestres. Ali, bem no Centro, há uma grande variedade de lojas de suvernirs, restaurantes e bares.

 

 

 
BAIRRO AUTÔNOMO

Um passeio bem descolado é pelo Bairro Christiania, uma comunidade independente e autônoma criada nos anos 70 por hippies(foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
Um passeio bem descolado é pelo Bairro Christiania, uma comunidade independente e autônoma criada nos anos 70 por hippies (foto: Teresa Caram/EM/D.A Press)
 

 

Um passeio bem descolado é pelo Bairro Christiania, uma comunidade independente e autônoma criada nos anos 70. Naquele local moram cerca de 1 mil famílias. Os moradores ocuparam uma área que estava abandonada e criaram suas próprias regras. Mas não foi muito fácil conseguir autonomia. Os hippies que se instalaram no local entraram em conflitos com o governo durante 40 anos, até que chegaram a um acordo e hoje Christiania forma uma comunidade que não tem hierarquia. Tudo é decidido em consenso pelos moradores.

Apesar de a cannabis ser proibida na Dinamarca, no Christiania o consumo e venda de maconha e haxixe é feito livremente em barracas. No entanto, é proibido tirar fotos. Muitas vezes, os policiais fazem uma batida no local para prender traficantes.

As paredes das casas são grafitadas e muitas estão em péssimo estado de conservação. Há muitas lojas de artesanato, ateliês, bares e restaurantes orgânicos. As ruas são fechadas e não circulam carros. O fluxo de turistas no bairro é muito grande. É um local curioso, que vale a pena visitar.

Se você gosta de cerveja, uma dica é o Visit Carlsberg. Além de conhecer a história da tradicional cervejaria dinamarquesa, aproveite para degustar uma gelada. 


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