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Estado de Minas

Passado e futuro estão presentes no novo centro cultural de Lisboa

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia - MAAT é um dos bons programas para se fazer na capital portuguesa. Exuberância da região à beira do Tejo se alia à arte e à história


postado em 03/09/2019 04:00 / atualizado em 03/09/2019 14:14


Linhas futuristas do MAAT têm a assinatura da arquiteta inglesa Amanda Levete(foto: Dessy/Unsplash)
Linhas futuristas do MAAT têm a assinatura da arquiteta inglesa Amanda Levete (foto: Dessy/Unsplash)

 
A Região de Belém, em Lisboa, dispensa apresentações. Por lá, estão concentrados alguns dos ícones da história de Portugal: a famosa e turística Torre, o Mosteiro dos Jerônimos, de 1501, e o recente Padrão do Descobrimento, construído no século 20. Nas ruas do bairro também se degusta uma das iguarias mais tradicionais da capital portuguesa: os pastéis de Belém. Desde 2016, entretanto, há um motivo a mais para visitar o local: o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT. Com suas linhas futuristas, assinadas pela arquiteta inglesa Amanda Levete, a beleza do prédio e do local é um convite até mesmo para quem não é fã de carteirinha de arte contemporânea.

Mas é bom ressaltar que, além do prédio novo, o local, mantido pela Fundação EDP, também abriga o edifício da Central Tejo, termelétrica que já abasteceu toda a região de Lisboa. Construída em 1908, trabalhou ininterruptamente até 1954 e manteve alguma atividade produtiva até os anos de 1970. Com uma construção que contrasta com o design moderno do projeto assinado por Levete, o imóvel abriga uma exposição permanente, intitulada Circuito Central Elétrica, na qual é possível conhecer a história da evolução da eletricidade até as energias renováveis. Por causa disso, o local é um dos polos museológicos mais visitados de Portugal, em especial pelo público escolar e crianças.

Antes mesmo de entrar nos dois prédios, o passeio ao local já vale a pena. Localizado ao lado do Rio Tejo, a beleza natural impera. O percusso para se chegar ao MAAT ou à Central Tejo pode ser feito a pé, de bike ou, para os mais preguiçosos, de patinetes alugados. É possível observar que muitas pessoas nem adentram o interior dos prédios e ficam por ali mesmo, apreciando o Tejo contrastando com as linhas futuristas do MAAT. Muitos usam o local também para a prática de exercícios físicos.

Aliás, um dos pontos mais visitados do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é a sua cobertura, e para chegar até lá não é preciso pagar. Do alto, a beleza fica ainda mais evidente. De um lado, a infinidade do Rio Tejo. Do outro, o casario antigo de Lisboa. Mas os contrastes entre as duas paisagens só servem para engrandecer ainda mais a vista que se tem lá de cima. Muitos ficam horas por lá, leem, namoram ou esticam uma canga e ensaiam um minipiquenique.

EXPOSIÇÃO 
Pela primeira vez, a cobertura recebe uma exposição, Romy and the dogs(foto: Tetê Monteiro/EM/D.A Press)
Pela primeira vez, a cobertura recebe uma exposição, Romy and the dogs (foto: Tetê Monteiro/EM/D.A Press)
 

Vale ressaltar que, pela primeira vez, a cobertura do MAAT recebe uma exposição. No alto, o artista francês Xavier Veilhan apresenta a instalação Romy and the dogs. Apresentando novas estátuas em alumínio fundido, Veilhan propõe uma figura feminina e uma matilha de cães como os novos habitantes do local. Jogando com noções de escala, reconhecimento e estranheza, as figuras evocam também o modo como os artefatos produzidos digitalmente estão substituindo os objetos artísticos tradicionais. A instalação, que fica em cartaz até 13 de outubro, pode ser vista 24 horas.

De volta ao térreo, é hora de entrar no MAAT ou na Central Tejo. A entrada em cada um dos prédios custa 5 euros. O combo, que dá direito à visita aos dois edifícios, custa 9 euros. O bilhete inclui visitas a todas as exposições em cartaz nos dois imóveis. Há uma série de benefícios para crianças, estudantes e idosos. O interessante antes de comprar o tíquete é verificar valores e benefícios no site https://www.maat.pt.

ESPAÇOS 
Museu futurista foi inaugurado em 2019, no tradicional bairro de Belém, em Lisboa(foto: Yuri Catalano/Unsplash)
Museu futurista foi inaugurado em 2019, no tradicional bairro de Belém, em Lisboa (foto: Yuri Catalano/Unsplash)
 

A Central Tejo, desde 2016, também passou a abrigar mostras de arte contemporânea, além da permanente (Circuito Central Elétrica). Já o MAAT tem quatro espaços de exposição, totalizando 3 mil metros quadrados – Galeria Oval, Galeria Principal, Video Room e Project Room. No interior do prédio, o visitante é convidado, a todo momento, a interagir com as obras/instalações em exposição. Os dois edifícios são unidos por um jardim, que tem assinatura do arquiteto paisagista Vladimir Djurovic.
 
Terminada a visita, é hora de levar para casa uma lembrança do museu. Na lojinha, instalada no térreo do MAAT, é possível comprar suvenires, livros ou pequenos mimos desse lugar que atrai fãs de arte contemporânea, de história ou mesmo quem está somente interessado em ver a beleza do Tejo emoldurada por linhas futuristas que revelam que história, arte e beleza natural podem conviver harmoniosamente em um só lugar. A vista, seja de dentro dos prédios ou de fora deles, sempre valerá a pena.
 

Seguro-viagem

 
Lembre-se de que ao viajar para o exterior é preciso contratar um seguro-viagem. Na Europa, ele é obrigatório para dar entrada em todos os países que fazem parte do Tratado de Schengen. O acordo estabelece que a cobertura mínima seja de 30 mil  euros e serve para garantir que os visitantes poderão arcar com possíveis acidentes pessoais que possam ocorrer durante a viagem. Uma das vantagens de contratar com o Seguros Promo é a possibilidade de comparar planos de seguros diferentes. Dessa forma, você garante o melhor valor e a melhor cobertura para sua viagem. A empresa faz parte do grupo Belvitur, com mais de 53 anos de atuação no setor de viagens de lazer e viagens empresariais.  
 
 
 

* A jornalista viajou a convite da EDP Brasil



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