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Estado de Minas CRUZEIRO

Sérgio crê em arrancada do Cruzeiro, mas traça planos em caso de permanência na Série B

Presidente diz que time tem condições de atingir recuperação semelhante à do América em 2019, porém se mostrou ciente da realidade da competição


22/10/2020 22:53 - atualizado 22/10/2020 23:01

Presidente celeste, Sérgio Santos Rodrigues(foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
Presidente celeste, Sérgio Santos Rodrigues (foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
O Cruzeiro precisa de quase 75% de aproveitamento nos 21 jogos que lhe restam na Série B para sair da zona de rebaixamento e, possivelmente, comemorar o acesso. Em entrevista ao canal Pilhado, do jornalista Thiago Asmar, o presidente Sérgio Santos Rodrigues se mostrou confiante nessa façanha, já que o elenco avaliado por ele como bom passará por ajustes sob as orientações do técnico Luiz Felipe Scolari.

O dirigente citou a arrancada do América em 2019 como exemplo a ser seguido pela Raposa. “Eu acho que temos um elenco bom, que ainda vai ser ajustado. O Felipão fez alguns pedidos que ainda estamos adequando. Historicamente, a gente vê isso acontecendo. Times que conseguem fazer uma arrancada", afirmou.

Ele explicou a comparação com o Coelho: "Eu sempre cito o exemplo aqui do América. A torcida fica brava por comparação com o América, mas não é isso. É uma campanha. O América virou para o segundo turno na zona de rebaixamento e arrancou. Só não classificou porque perdeu o último jogo em casa (...) Temos que acreditar no jogo a jogo, porque a estatística vai mudar conforme a gente evoluir”.

A reação do América mencionada por Sérgio ocorreu na Série B de 2019, na qual a equipe saiu da lanterna, na 10ª rodada (6 pontos), para a quarta posição, na 37ª (61 pontos). O acesso à Série A escapou no último confronto, na derrota por 2 a 1 diante do já rebaixado São Bento, no Independência.

O Atlético-GO ficou em quarto ao empatar por 0 a 0 com o Sport, em Goiânia. Responsável por conduzir a campanha extraordinária, o técnico Felipe Conceição obteve 64,3% de aproveitamento em 29 jogos - 16 vitórias, oito empates e cinco derrotas.

O detalhe é que o Coelho já estava fora da zona de rebaixamento na 17º rodada, em 16º lugar, com 18 pontos - 11 a menos que o quarto, Sport.

Diferentemente do Cruzeiro, 18º, com 16 - 11 de distância para a Ponte Preta, que fecha o G4. Além disso, a previsão de campanha para a promoção à elite nacional é calculada em 63 pontos. Ou seja, a Raposa precisa contabilizar 47 dos 63 em disputa (74,6%).

Neste momento, a chance de acesso, segundo o Departamento de Matemática da UFMG, é de 1,4%. Sérgio Rodrigues diz que a meta é pensar jogo a jogo. No domingo, às 16h, o time celeste enfrentará o Náutico, no estádio dos Aflitos, no Recife, pela 18ª rodada.

"Eu acredito. Que é difícil, não tenho dúvida nenhuma que é difícil, mas temos plenas condições de fazer, pensando jogo a jogo, na melhora efetiva. Agora a gente vai ter um jogo domingo, depois o outro só na próxima semana. Teremos duas semanas cheias de treino para o Felipão imprimir o ritmo dele. Então, não só acredito, mas existem possibilidade matemáticas”, comentou.

E se não subir?


Ao mesmo tempo em que alimenta esperanças de acesso, o presidente do Cruzeiro compreende que, no atual cenário, a permanência na segunda divisão é mais provável. Por isso, ele garante que já há um plano de readequação de orçamento e venda de patrimônio para compensar o faturamento reduzido na Série B.

“Se não subir, é fazer uma readequação do orçamento que pensava para o ano que vem. Mas é factível de ser feito. Mas jamais acabar. É questão de readequação. Só de patrimônio, o Cruzeiro tem meio bilhão de reais. É uma coisa que, se precisar, tem patrimônio para vender e outras coisas para fazer para o clube ficar perene e ativo para a gente conseguir triunfar”.

A perda de arrecadação do Cruzeiro com o rebaixamento à Série B ficou evidenciada no balanço dos cinco primeiros meses de 2020. De janeiro a maio, o clube contabilizou R$ 54,3 milhões em receitas, número 60% inferior aos R$ 136,1 milhões do mesmo período em 2019.

Já o déficit acumulado alcançou o valor de R$ 954 milhões. A previsão é que esse passivo supere R$ 1 bilhão no próximo demonstrativo financeiro a ser divulgado pela instituiçã

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