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Estado de Minas OLIMPÍADA

Esporte brasileiro com a mira no Japão

Pan-Americano de Lima classificou 29 atletas do país para os Jogos de Tóquio, que se iniciam em menos de um ano. Nos próximos meses, aposta estará em mundiais e pré-olímpicos


postado em 13/08/2019 04:00

Com o ouro conquistado em terras peruanas, equipe brasileira de hipismo também carimbou seu passaporte para os Jogos Olímpicos(foto: LUKA GONZALES/AFP)
Com o ouro conquistado em terras peruanas, equipe brasileira de hipismo também carimbou seu passaporte para os Jogos Olímpicos (foto: LUKA GONZALES/AFP)


A 346 dias do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio’2020, que serão disputados de 24 de julho a 9 de setembro, o esporte brasileiro já tem 12 modalidades esportivas garantidas de um total de 36. Esse montante garante a presença de 104 atletas no Japão. A classificação ainda vai até maio do ano que vem – ou dois meses antes do início do evento.

Na história olímpica, a edição que contou com a maior delegação brasileira foi a do Rio’2016, o que se explica pelo fato de, como anfitrião, o país teve vaga em todas as competições. Naquele ano, foram 465 atletas, sendo 256 homens e 209 mulheres. Desse total, 149 eram de veteranos nos Jogos e 316 estreantes.

As presenças já asseguradas em Tóquio ocorrem por três vias: Campeonatos Mundiais, Torneios Pré-Olímpicos e Pan-Americano de Lima’2019. Dos 103 atletas já classificados, 29 obtiveram o feito no Pan, que terminou no domingo. Carimbaram o passaporte nos Jogos peruanos o pentalo moderno, o hipismo (CCE, Adestramento e Saltos), o handebol (feminino), o tênis (masculino), o tênis de mesa (masculino) e o tiro com arco (masculino).

O iatismo foi a que melhor usou as classificatórias, angariando vagas por meio do Mundial, do Campeonato Europeu e do Pan. O vôlei (masculino e feminino) e o rúgbi (feminino) conseguiram suas vagas nos pré-olímpicos da modalidade, enquanto no futebol feminino a Seleção Brasileira garantiu seu lugar ao conquistar a Copa América no ano passado.
 
 
PREOCUPAÇÃO O basquete é a modalidade que mais preocupa os dirigentes do Comitê Olímpico do Brasil. O masculino nem sequer conseguiu classificação para o Pan de Lima. O feminino, embora tenha conquistado o ouro (depois de 28 anos), terá um caminho bastante difícil para chegar ao Japão.

A Seleção masculina tem dois caminhos para obter sua vaga: a Copa do Mundo da China, de 31 de agosto a 15 de setembro, que dará sete vagas segundo um critério continental, definido pela Federação Internacional de Basquete (Fiba): estarão classificados o melhor da África, os dois melhores das Américas, os dois melhores da Europa, o melhor da Ásia e da Oceania. Na China, o Brasil está numa chave difícil, ao lado de Montenegro, Grécia e Nova Zelândia.

É importante salientar que os EUA não estão classificados, apesar do título há quatro anos, no Rio, o que diminui bastante as chances brasileiras, pois restaria, teoricamente, uma vaga e a concorrência é grande, contra Argentina, Porto Rico, Canadá, República Dominicana e Uruguai. A segunda possibilidade será o Torneio Pré-Olímpico, no ano que vem, mas ainda sem data definida.

No feminino, o caminho é mais longo. Apenas o Japão, dono da casa, e EUA, campeões mundiais em 2018, estão confirmados. Os demais participantes serão definidos pelo Pré-Olímpico, que terá cinco chaves – as duas melhores de cada uma avançam. O Brasil precisa figurar entre as oito melhores seleções da América, no ranking que será publicado pela Fiba em setembro. Nesse quesito, o título em Lima ajudou a Seleção a entrar na briga.


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