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Estado de Minas

Galo com a mão na vaga

Com mais de 20 mil torcedores no Independência, fungando no cangote dos jogadores, sinceramente, não espero outro resultado que não seja goleada


postado em 21/02/2019 05:13



O Atlético venceu o Defensor do Uruguai por 2 a 0, gols do zagueiro Réver e Cazares, um em cada tempo, ontem, em Montevidéo, e deu um passo gigantesco para conseguir sua classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores. Poderá até perder por um gol de diferença no jogo de volta, quarta-feira, no Horto. Mas, com certeza, vai vencer e bem. Não há como negar a superioridade do time mineiro, com jogadores mais qualificados. O grande nome da partida, na minha visão, foi Luan. Marcou, correu o tempo todo, deu passes, chutou a gol e fez belíssimo jogo. Se atuar sempre assim, será elogiado aqui, na mesma medida em que o critico. O Atlético está com a mão na vaga, e não acredito em revés. Em BH, no Independência lotado, vai dar Galo na cabeça.
O Atlético pegou um adversário fraquíssimo. Com 11 minutos, já vencia por 1 a 0, gol de Réver, de cabeça, em cruzamento de Cazares. E poderia ter feito, no mínimo, mais uns três, tamanha a facilidade em chegar à área adversária e por causa da fraca defesa do Defensor. Ricardo Oliveira chegou a driblar o goleiro, mas o zagueiro salvou a bola que ia entrando. Luan também teve uma chance clara. Livre, com o gol escancarado, chutou torto e fraco. Chará também arriscou alguns chutes de fora da área, que levaram perigo.
O Galo perdia gols demais. O Defensor também, por causa de erros da defesa alvinegra. Perdeu uma boa chance com López, que driblou toda a defesa e chutou por cima. Seria um golaço. Numa bobeada de Patric, que quis dominar na área, a bola pegou na canela dele e sobrou para o atacante uruguaio, que chutou forte, mas Victor salvou com os pés. Patric é limitado. Querendo fazer graça então, a coisa fica feia. É impressionante como não consegue dar um passe de 3 metros.
O Atlético perdeu a chance de ir para o vestiário com uma goleada e a classificação praticamente garantida. É impressionante como o alvinegro transforma um jogo tranquilo em dramático.
No segundo tempo esperava-se um Galo mais consistente na frente, acertando a pontaria, para despachar logo o defensor. Ricardo Oliveira teve uma bela chance: bateu de pé esquerdo e ela passou perto da trave. Mas o Defensor voltou com mais volume de jogo. A defesa do Galo estava doida para entregar, mas, por sorte, os atacantes do time uruguaio eram péssimos.
Impressionante como o Galo caiu do primeiro para o segundo tempo. Percebendo isso, os uruguaios cresceram. Victor fez boas defesas. A marcação do Galo ficou frouxa, o que era perigoso. Ricardo Oliveira quase marcou em cobrança de falta. Fábio Santos, na cara do goleiro, chutou em cima dele. Mesmo caindo de produção, o Galo era superior, justamente pela fragilidade do adversário. Escrevi na coluna de ontem que esperava uma goleada.
O tempo passava, Levir Culpi – que eu reputo como um técnico que sabe ajeitar time, mas que não sabe mexer –, demorava para trocar peças. O Galo estava doido para tomar um gol. O Defensor descobriu que o “mapa da mina” era em cima de Fábio Santos. O torcedor estava preocupado com a queda de produção alvinegra. Elias já não acompanhava o ritmo do jogo. Depois de um chute de López, da entrada da área, o capitão Réver pagou geral. Deu bronca em todo mundo. O Galo recuara perigosamente. Gente, Levir Culpi tirou Ricardo Oliveira e pôs Zé Welison! Sinceramente, que alteração mais esdrúxula. Isso faria o time uruguaio ir ainda mais pra cima do Galo. Ricardo Oliveira é o artilheiro do time, jamais poderia ter saído, principalmente naquele momento. Tirar o único atacante que dava trabalho à defesa adversária foi mais um grande erro de Levir. Viram como ele não sabe mexer? Parece que enxerga um jogo diferente da gente.
Mas, por obra do destino, Patric foi lançado na direita, avançou, levantou a cabeça e fez um passe magistral para Cazares, de cabeça, fazer 2 a 0 e dar a tranquilidade necessária. O gol saiu no momento em que o time uruguaio estava todo no ataque, e foi mortal para eliminar as pretensões do adversário. Agora, em BH, o Galo deverá confirmar sua classificação. Com mais de 20 mil torcedores no Independência, fungando no cangote dos jogadores, sinceramente, não espero outro resultado que não seja goleada. Goleada essa que o Atlético ficou devendo ontem, mas que, com certeza no Horto, o Defensor vai conhecer.


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