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Estado de Minas

Dramático como um tango

Argentina não passa de empate com o Paraguai, no Mineirão, em mais um capítulo de seu calvário. Lanterna da chave, corre o risco de cair já na primeira fase da Copa América


postado em 20/06/2019 04:12

Messi marcou o gol dos hermanos, mas seu talento continua sendo insuficiente para a equipe(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Messi marcou o gol dos hermanos, mas seu talento continua sendo insuficiente para a equipe (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

 

A situação da Seleção Argentina está tão triste que parece um tango. O time é recheado de jogadores que se destacam no futebol europeu e conta com o craque Messi, ainda um dos melhores em atividade. Mas não consegue funcionar enquanto equipe, como ficou provado no empate por 1 a 1 com o Paraguai, na noite de ontem, no Mineirão, no qual só não saiu derrotado porque Armani pegou pênalti.

 

Foi o primeiro ponto dos comandados por Lionel Scaloni na Copa América – na estreia, derrota por 2 a 0 para a Colômbia. Agora, a Argentina tentará avançar às quartas de final batendo o Catar, domingo, às 16h, em Porto Alegre. Com a vitória por 1 a 0 sobre os catarianos, os colombianos já garantiram o primeiro lugar do Grupo B e podem até poupar titulares diante dos paraguaios, também domingo, em Salvador.

 

O problema para os argentinos é que não há perspectiva a curto prazo. Por mais que os atletas se esforcem e que muitos tenham qualidade, faltam entrosamento e os jogadores “comprarem” a ideia do treinador, que parece perdido. Ontem, Scaloni mexeu em quatro posições, barrando os medalhões Agüero e Di María para mandar a campo os jovens De Paul e Martínez. Não funcionou.

 

Nem Messi consegue dar jeito na bagunça. A maior parte dos torcedores foi ao Mineirão para vê-lo, como ficou claro pelo nome e número nas camisas da Argentina no estádio e nas manifestações quando ele teve o nome anunciado no telão. Isso se repetiu toda vez que Messi tocou na bola, afetando até os paraguaios. Já os brasileiros tentaram fazer troça dos arquirrivais, entoando a música que ficou conhecida na Copa do Mundo de 2014 e que fala dos mil gols de Pelé e dos hábitos nada saudáveis do argentino Maradona. Também gritaram “olé” quando o Paraguai trocavam passes. Pareciam estar adivinhando o que ocorreria no primeiro tempo. Se Messi desperdiçou cobrança de falta frontal, Sánchez foi preciso ao completar, da marca do pênalti, cruzamento rasteiro de Almirón, acertando o canto baixo esquerdo de Armani e abrindo o placar.

 

 

SOFRIMENTO Com a Argentina em desvantagem, Scaloni mandou o time de volta para a etapa final com Agüero no lugar do armador Pereyra. Foi o suficiente para os hermanos melhorarem e empatarem, mas não sem sofrimento. Tudo começou com o próprio Agüero, que recebeu na área e tocou para Messi acertar o travessão. Na sequência De Paul obrigou Gatito Fernández a fazer excelente defesa. Antes da cobrança de escanteio, porém, suspense, pois o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio recorreu ao vídeo e, dois minutos depois, apontou pênalti: a bola batera no braço de Piris na finalização do camisa 10. A esperança reacendeu quando Messi superou o goleiro paraguaio com batida potente.

 

Cinco minutos depois, o paraguaio González foi derrubado pelo zagueiro Otamendi na área. Os argentinos pareciam resignados com a derrota, mas Armani defendeu a cobrança. Evitou o pior, mas não a continuação do calvário da Argentina.

 

 

Tormento com ingressos

 

A presença do público no Mineirão,  para Argentina x Paraguai – foram registrados 35.265 pagantes –, poderia ter sido melhor não fosse a estratégia adotada pelos organizadores da Copa América para os ingressos. Se acertaram ao não permitir a venda no estádio, como é praxe em grandes competições, erraram ao exigir que quem comprou pela internet tivesse de ir a um centro comercial na Região Leste de Belo Horizonte, o Boulevard Shopping, para trocar o voucher pelo bilhete físico.

Como muita gente chegou à capital mineira somente ontem, filas enormes se formaram, compostas principalmente por argentinos e paraguaios, mas também por brasileiros. Mesmo quem chegou à capital na véspera passou raiva, pois foram registrados tumultos já na noite de terça-feira.

 

Houve também falha na comunicação. Uma família de argentinos se desesperou ao saber que não poderia trocar o voucher pelos ingressos no Gigante da Pampulha a poucas horas do pontapé inicial. Para completar, por conta dos bloqueios nas ruas próximas para automóveis, em função do bolsão de segurança, eles tiveram de caminhar bastante para conseguir um táxi.

 

DESLOCAMENTO A melhor opção para quem estava no Boulevard Shopping no início da noite era pegar o metrô, que fica próximo, descer na Estação Vilarinho e então pegar um táxi ou carro de aplicativo para chegar ao Mineirão. Mas essa informação não estava clara para os turistas, que ficaram ainda mais nervosos e perdidos.

 

 

 


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