Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas

Reconhecimento facial em campo


postado em 13/06/2019 04:09

Esquema de segurança montado para a competição utilizará sistema inédito de identificação e também drones(foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
Esquema de segurança montado para a competição utilizará sistema inédito de identificação e também drones (foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)


As forças de segurança de Minas Gerais usarão nesta Copa América uma plataforma de reconhecimento facial para monitorar comportamentos suspeitos. É a primeira vez que essa tecnologia, ainda em forma de teste, será usada no estado.

As imagens de mais de 1,3 mil câmeras espalhadas pela capital mineira serão monitoradas no Centro Integrado de Comando e Controle. Ao identificar alguma atitude suspeita, o sistema cruza as imagens obtidas com um banco de imagens e dados já armazenado para verificar se envolvem pessoas com mandados de prisão em aberto ou foragidos da Justiça.

“Esse sistema já é usado no sistema prisional há mais de 30 dias. A partir do reconhecimento de nossas câmeras, que têm monitoramento contínuo de comportamento suspeito, a imagem é absorvida pelo sistema e ele faz a avaliação com base no banco de dados. Essa tecnologia será fundamental para uma atuação qualificada das forças de segurança”, explicou Leandro Almeida, superintendente de Integração da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

As imagens e identificações faciais poderão também ser usadas em casos de brigas de torcedores no entorno dos estádios, ajudando à Polícia Civil e Militar em investigações e na identificação dos envolvidos.

O prazo de consulta do sistema de identificação facial é de até 5 segundos e as fotos são descartadas logo em seguida. Se a pessoa teve ligação anterior com algum ato criminoso, o reconhecimento facial vai identificar antes mesmo da abordagem policial. O software foi desenvolvido pela Secretaria de Administração Prisional e está em uso em unidades prisionais de Minas.

“A identificação de autores de determinados crimes em locais monitorados permitirá aos policiais que atuam na região agir de forma cirúrgica na abordagem dessas pessoas”, afirmou o coronel Giovanne Gomes da Silva, Comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais.

BATALHÃO Ontem, representantes de 10 instituições da segurança pública se reuniram na Cidade Administrativa para apresentar os planos de trabalho no período da competição. Assim como na Copa do Mundo de 2014, as instituições de segurança do estado vão atuar de forma integrada nas próximas duas semanas.

Os trabalhos começaram em fase de teste no sábado, na partida entre Cruzeiro e Corinthians, no Mineirão, e foram retomadas na terça-feira, quando a Seleção Equatoriana desembarcou em Confins, e irão até 7 de julho, data final da competição. Serão 1.100 policiais militares atuando no chamado Batalhão Copa e nos policiamentos especializados.

Haverá reforço das ações no entorno do Mineirão, aeroportos, hotéis e áreas turísticas da cidade. A PM usará também drones para monitorar as regiões mais movimentadas durante a Copa América. Todas as escoltas serão acompanhadas por câmeras desde a saída das delegações do aeroporto, passagem por vias da capital até a chegada ao estádio, hotéis ou centros de treinamento.



Publicidade