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Estado de Minas

'É um grande sonho dar um Brasileiro para o Atlético'


postado em 07/04/2019 05:08

A defesa do pênalti contra o Tijuana-MEX, na Libertadores de 2013, foi o momento mais marcante de Victor com a camisa atleticana(foto: Washington Alves/Reuters - 30/5/13)
A defesa do pênalti contra o Tijuana-MEX, na Libertadores de 2013, foi o momento mais marcante de Victor com a camisa atleticana (foto: Washington Alves/Reuters - 30/5/13)

 

O dia 29 de junho de 2012 é simbólico no processo que levou o Atlético a grandes conquistas recentes. Naquela data, o ex-presidente Alexandre Kalil anunciava a contratação de Victor, o goleiro que afastou desconfianças, ganhou títulos e, graças ao pé esquerdo, foi “beatificado” pela “torcida mais chata do Brasil”, nas palavras do próprio Kalil. Quase sete anos depois e já com status de ídolo, o jogador de 36 anos se aproxima de uma marca cada vez mais rara no futebol nacional. Assim que a bola rolar hoje para o duelo com o Boa Esporte, no Mineirão, pela volta da semifinal do Campeonato Mineiro, ele completará 400 jogos com a camisa alvinegra e igualará a marca do ex-meio-campista Toninho Cerezo como o 10º atleta a mais vezes defender o Atlético. Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas/Superesportes, Victor relembrou a trajetória de 399 jogos, as partidas que mais o marcaram, a maior “decepção” e a longa série invicta contra o Cruzeiro entre 2013 e 2015. Confira no superesportes.com.br o vídeo com a entrevista completa.

 

Como você resume sua história no Atlético?
Vim para o Atlético pelo desafio de dar conta de uma carência, era um desafio grande me firmar no gol do Atlético. Já havia alguns anos que ninguém se firmava na posição. Vim com esse propósito, de fazer história pelo clube. Sabia da necessidade de conquistar títulos pelo Atlético, até porque vinha de um período de muito tempo sem conquistas de expressão. Vim num momento certo, o Atlético tinha um grande time. E tudo aconteceu muito rápido aqui. Em menos de um ano, brigamos por título brasileiro, nos classificamos para a Copa Libertadores, fizemos uma campanha fantástica na primeira fase. Depois começaram as dificuldades, aquele pênalti do Tijuana-MEX – que acho que foi o grande lance que marcou e marca minha história no Atlético –, depois a conquista da Libertadores, outros pênaltis, outras conquistas, a Copa do Brasil em cima do nosso maior rival... É uma história de grandes jogos, de sucesso, de conquistas. Sou muito grato ao Atlético por me proporcionar isso. Hoje, tenho uma identificação e um carinho muito grandes com este clube e pelo torcedor, que respeito demais.

Quais são as partidas no Atlético que mais o marcaram?
É difícil. Do Tijuana-MEX sem dúvidas. Muitos falam do pênalti, mas pouco antes teve uma defesa em que o atacante deles saiu cara a cara comigo. É difícil listar jogos. Lembro-me de um jogo contra o Palmeiras em que trabalhei muito. Teve um jogo contra o São Paulo, no Morumbi, que a gente ganhou por 2 a 1, e eu trabalhei bastante. Outras partidas em que trabalhei muito foram contra o Santa Fe-COL, na Colômbia, e contra o Atlético Nacional-COL, também na Colômbia. Foram marcantes.

Qual sua maior decepção no clube?
Não foi uma decepção, mas um ano difícil. Foi 2017, em termos de resultado. Vivemos um ano de instabilidade e quase conseguimos a vaga para a Libertadores. Devido a todas as coisas que aconteceram, seria um prêmio. Foi um ano difícil por um contexto, muitas mudanças, trocas de técnico, e isso acabou marcando como o ano em que a gente passou algumas dificuldades.

Qual o atacante mais difícil de parar que você enfrentou pelo Atlético?
Na verdade não foi um jogador específico, mas foi um ataque específico. Naquele período em que passamos 11 clássicos sem perder para o Cruzeiro. A gente sabia que o Cruzeiro tinha uma grande equipe, um ataque poderoso, com Goulart e com Ribeiro, que eram os principais jogadores, o próprio Dagoberto, que vinha fazendo um bom trabalho, e outros jogadores de ataque com muito potencial que o Cruzeiro tinha. Foi um período marcante, em que a gente conseguiu uma sequência invicta em clássicos e, consequentemente, a gente conseguiu parar um ataque muito forte que o Cruzeiro tinha na época.

Você se torna o 10º jogador com mais partidas pelo clube. Vislumbra ultrapassar o ex-goleiro João Leite (684 partidas) e se tornar o primeiro?

O número do João Leite é uma marca difícil de alcançar. Hoje, com 36 anos, para fazer mais uns 300 jogos precisaria de mais cinco anos de carreira, levando em conta a média de jogos que faço por ano, que é de 60. Acho pouco provável. Mas não penso nisso, não é uma meta que tenho, um objetivo que tenho. Mas me sinto honrado em fazer parte desse hall dos jogadores que mais vestiram a camisa do Atlético. Acho que ao (jogo) 500 eu consigo chegar. Agora, quase 700 é uma marca difícil.

Qual o seu maior sonho pelo clube?

O sonho de todo jogador que veste uma grande camisa é conquistar títulos. O que me falta no Atlético é um Campeonato Brasileiro. É algo que persigo, que busco, que trabalho. Já estive próximo algumas vezes, mas não aconteceu. É um grande objetivo que tenho, conquistar o Campeonato Brasileiro. Não que as outras competições não tenham importância, mas é um grande sonho dar um Brasileiro para o Atlético.

Qual o seu planejamento para o futuro no futebol?

Tenho contrato até o fim do próximo ano. Pretendo cumpri-lo. Chegando ao fim do ano que vem, eu reavalio como estarei em termos físicos, em termos de motivação, de condições de jogar em alto nível. Mas claro que já penso no pós-carreira. Não é à toa que, lá no começo da carreira, iniciei a preparação, contando com eventuais problemas de percurso, porque futebol é uma carreira muito incerta. Estudei, sou formado em educação física. Já tenho essa formação que me dá uma vantagem no pós-carreira. Estou fazendo cursos de gestão dentro do futebol. Pretendo continuar trabalhando no futebol. Se não for na área técnica, na área administrativa, porque é o que eu gosto, amo, o que sei fazer.


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