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Estado de Minas

Brilho na vela...

Enquanto o iatismo brasileiro volta a mostrar seu valor, com ouro na Copa do Mundo, equipe nacional fracassa na Copa Davis, eliminada pela Bélgica nos jogos em Uberlândia


postado em 03/02/2019 05:04

Martine e Kahena garantiram o lugar mais alto do pódio na abertura da temporada, em Miami(foto: Jesus Renedo/SAILING ENERGY)
Martine e Kahena garantiram o lugar mais alto do pódio na abertura da temporada, em Miami (foto: Jesus Renedo/SAILING ENERGY)

O iatismo brasileiro volta a ser destaque no cenário mundial. Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram ontem a medalha de ouro na Copa do Mundo de Vela na categoria 49er FX do Miami Skiff Midwinter Regatta, competição de inverno nos Estados Unidos. A prova, abertura das disputas de 2019, teve 35 duplas em oito regatas. A temporada será intensa, já que neste ano ocorrerão os Jogos Pan-Americanos de Lima, reta final da preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio e o Mundial.

A dupla brasileira não começou bem o torneio. Na primeira regata, Martine e Kahema queimaram a largada e somaram apenas 32 pontos, o pior resultado delas. No entanto, foram beneficiadas pelo regulamento, que prevê o descarte da pontuação mais baixa.

A partir do segundo dia, deslancharam. Terminaram a etapa em primeiro. No dia seguinte, um terceiro lugar. Na quarta regata, a sétima posição. No quinto dia, se recuperaram e novamente ficaram em segundo, atrás das norte-americanas Paris Henken e Anna Tobias. Nas três últimas regatas, dois terceiros lugares (na sexta e oitava), além de outro sétimo lugar (na última), que determinou a conquista da medalha de ouro.

O pódio na Flórida foi formado pelas brasileiras, as neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech com a prata, e a dupla da Grã-Bretanha, Charlotte Dobson e Saskia Tidey, assegurando o bronze.

“A nossa tática era uma largada limpa. Com esse vento mais fraco a gente pode perder a largada muito fácil. Mas acho que tivemos sucesso nessa saída. Foi difícil escolher o lado pra virar a boia, mas fizemos um bom trabalho. A regata foi muito boa. A medalha foi um desafio, muitos barcos, uma pressão de vez em quando também, mas é uma boa energia”, disse Martine Grael.

TRADIÇÃO
O Brasil tem tradição na modalidade em Jogos Olímpicos, com 18 pódios. Os maiores medalhistas do país são Torben Grael, pai de Martine, e Robert Scheidt, que conquistaram, cada um, cinco medalhas olímpicas. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro para o Brasil, sete no total.

A primeira medalha olímpica foi conquistada na classe Flying Dutchman, com Reinaldo Conrad e Burkhard Cordes, bronze na Cidade do México’1968. Em Moscou’80, dois ouros, Marcos Soares e Eduardo Penido, na classe 470, e Alexandre Welter e Lars Björkström, na classe Tornado. Em Pequim’2008, o Brasil conquistou sua primeira medalha feminina, com Fernanda Oliveira e Isabel Swan, bronze na classe 470.

O primeiro ouro das mulheres veio no Rio’2016, justamente com a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49erFX. As duas são favoritas ao ouro nos Jogos Pan-Americanos.


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