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Estado de Minas COVID-19

Ômicron: saiba como funcionam as subvariantes BA.4 e BA.5, mais contagiosas

A preocupação maior é que não há ainda dados sobre a eficácia das atuais vacinas contra a COVID-19 em relação às subvariantes


06/07/2022 12:01 - atualizado 07/07/2022 08:27

várias vacinas apontadas para o vírus da COVID-19 fazendo um círculo
Há indícios de que a BA.4 e a BA.5 sejam mais eficazes para infectarem as pessoas já vacinadas ou que já tiveram COVID-19 (foto: Jeremy Bezanger/Unsplash)
As subvariantes da ômicron, denominadas variantes BA.4 e BA.5, em ascensão na Europa e na África do Sul, preocupam o mundo novamente porque são ainda mais contagiosas que a cepa original. Em Portugal,  mais de 90% dos casos se devem às duas novas subvariantes e houve alta do número de infecções e hospitalizações.

Estas variantes mais transmissíveis já chegaram ao Brasil que, para muitos especialistas em COVID-19, já vive uma quarta onda, ainda que mascarada pela subestimado número de infecções, testagem ainda defasada e inexpressiva, sem falar na estagnação da vacinação. Motivos que só aumentam os casos do coronavírus. E, agora, sinal de alerta para um crescimento de cados a partir das subvariantes BA.4 e BA.5.
Análise do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), feita com dados da Dasa e DB Molecular e divulgada pelo jornal O Globo no início de junho, já revelou que a proporção de casos prováveis das duas novas subvariantes passou de 10,4% para 44% em quatro semanas. Conforme o relatório, "e breve, a maioria dos casos de COVID-19 no Brasil será causada por essas variantes".

A vantagem evolutiva da BA.4 e da BA.5


As subvariantes da ômicron, BA.4 e BA.5, foram detectadas pela primeira vez na África do Sul: a BA.4 em janeiro e a BA.5 em fevereiro. Em maio, elas já se tornaram dominantes naquele país, que verificou no mesmo período um aumento dos números de novos casos e do percentual de testes positivos.

A BA.4 e a BA.5 têm mutações na proteína spike do mesmo gênero das que caracterizam todas as subvariantes ômicron. A vantagem evolutiva que lhes dão maior disseminação deve-se, provavelmente, a uma maior habilidade de evadir a proteção imunológica proporcionada por uma infecção anterior ou pela vacinação, especialmente se a proteção da vacina caiu ao longo do tempo.

A preocupação maior é que ainda não há dados sobre a eficácia das vacinas contra a COVID-19 em relação à BA.4 e BA.5. E há indicações de que são capazes de infectar mesmo aquelas pessoas que tiveram a doença recentemente.

Resultados preliminares de testes em laboratório indicaram que o soro sanguíneo de indivíduos vacinados com três doses da vacina Pfizer-Biontech ou Astrazeneca foi menos eficaz para neutralizar a BA.4 e a BA.5 do que a BA.1 e a BA.2. Daí, mais indícios de que a BA.4 e a BA.5 sejam mais eficazes para infectarem as pessoas já vacinadas ou que já tiveram a doença.

Leia também: Variantes do coronavírus: veja os perigos de mutações ao combate à COVID-19

No entanto, até o momento, não existe indicação de que a BA.4 ou a BA.5 tenham efeitos mais severos do que as demais subvariantes da ômicron. Portanto, não tem como prevê o impacto, ainda que parece espalhar com mais facilidade.

Outro senão, é o fato de que, apesar de parte da população estar imunizada, ocorre uma perda natural da imunidade que as pessoas terão de lidar com as novas mutações do vírus. O aumento do número de casos pode levar ao aumento de hospitalizações, internações em UTI e mortes, como ocorreu nas ondas anteriores.

Relaxamento das medidas de prevenção


mão segura o globo do mundo que assume imagem do coronavíruas
A regra é uma só: se há um número alto de casos, aumenta o risco de mutações (foto: Lothar Dieterich/Pixabay )


E com o relaxamento das restrições em todas as partes do mundo, com as pessoas circulando sem máscaras, se aglomerando e já não mais tão preocupadas com a higiene das mãos e o distanciamento, desenha-se o cenário perfeito para que o vírus se espalhe e, consequentemente, surjam novas cepas. 

A regra é uma só: se há um número alto de casos, aumenta o risco de mutações. Desde o final de 2020, algumas variantes já foram detectadas: alfa, beta, gama e delta, que também aumentaram novas ondas da doença.

Como se proteger das subvariantes


Ainda que a vacina não seja 100% garantia de imunidade, nenhuma vacina é, ela é a melhor defesa do organismo para lutar contra o vírus da COVID-19.

Leia também: Não vacinados têm chance cinco vezes maior de morrer pela COVID-19

Profissionais da saúde asseguram: os imunizantes reduzem o risco diante de todas as principais variantes: alfa, beta, gama, delta e ômicron.

Diante do desafio das novas subvariantes da ômicron, os fabricantes já estão desenvolvendo e testando versões atualizadas das vacinas e as agências regulatórias atentas para, no momento solicitado, a aprovação dos novos imunizantes sejam liberados para a população.





 





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