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Estado de Minas SAÚDE

Dia Mundial do Vitiligo: mais de um milhão de brasileiros têm a doença

Dermatologista alerta sobre a importância de ter acompanhamento com especialista. Tratamentos não médicos podem gerar reações adversas graves


23/06/2022 10:19 - atualizado 23/06/2022 10:36

Mão com vitiligo
(foto: Freepik)

Comemorado no dia 25 de junho, o Dia Mundial do Vitiligo foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar e combater o preconceito causado pelo problema. A doença de pele, que acomete mais de um milhão de pessoas no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é caracterizada pela perda de coloração local e pela perda ou diminuição das células que são responsáveis pela formação da melanina, que é o pigmento que dá cor à pele.

Segundo a dermatologista Gislaine Sales, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, é importante fazer o acompanhamento com um especialista correto logo após identificar algum sinal. "Os sintomas são a presença de manchas com redução de pigmentação ou mesmo ausência, com um branco bem marcado em alguns locais da pele e até pêlos, deixando fios em couro cabeludo, sobrancelhas ou cílios também com coloração branca".

Por ser uma doença que tem a genética como uma de suas causas, a especialista acrescenta que não tem como evitar o aparecimento de sintomas quando se tem casos na família. "O que deve ser feito é observar e, se houver aparecimento de lesões suspeitas, procurar um médico dermatologista para que haja o início do tratamento e as orientações necessárias".

Tratamento

Embora não tenha cura, Gislaine Sales explica que existem vários tipos de tratamento, dependendo do quadro clínico apresentado pelo paciente, no sentido de controlar o aumento do tamanho ou quantidade de lesões.

A dermatologista Gislaine Sales
Segundo a dermatologista Gislaine Sales, é importante fazer o acompanhamento com um especialista correto logo após identificar algum sinal do vitiligo (foto: Divulgação)
"O tratamento do vitiligo é individualizado, dependendo das características de cada paciente, com resultados variáveis. Mas o uso de filtro solar nos locais das lesões é fundamental para todos os casos, uma vez que no local não há o pigmento que ajuda na prevenção do aparecimento de lesões cancerígenas com a exposição à radiação ultravioleta ao longo dos anos", explica a médica.

A dermatologista orienta ter cuidado no enfrentamento da doença, pois tratamentos feitos de maneira inadequada podem acarretar no aparecimento de reações adversas graves. "O não acompanhamento pode levar ao aumento do tamanho. É importante o tratamento correto e bastante cuidado com receitas milagrosas não médicas, que podem levar ao aparecimento de dermatite de contato e alergias, entre outros", finaliza.


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