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Estado de Minas SUSPEITA DE FRAUDE

Bolsonaro nega fraude: 'Em nenhum momento foi exigido cartão vacinal'

Ex-presidente explicou que tratamento dado a chefes de Estado é diferente do cidadão comum. Logo, não havia necessidade para a apresentação do documento


03/05/2023 18:42 - atualizado 03/05/2023 19:13

Ex-presidente Jair Bolsonaro
Bolsonaro disse que que não foi necessário apresentar o cartão de vacinação para entrar nos Estados Unidos (foto: ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, que não foi necessário apresentar o cartão de vacinação para a sua entrada nos Estados Unidos. A casa de Bolsonaro foi alvo de apreensão na manhã desta quarta-feira (3/5) pela Polícia Federal, por suposta falsificação dos dados da carteira de vacinação do ex-chefe do Executivo.

 

 


"O tratamento dispensado a chefes de Estado é diferente do cidadão comum. Tudo é acertado antecipadamente e, nas minhas idas aos Estados Unidos, em nenhum momento foi exigido o cartão vacinal. Então, não existe fraude da minha parte, no tocante a isso", comentou o ex-presidente.

Bolsonaro confirmou aos policiais que não tomou nenhuma dose da vacina contra a COVID-19. Ele disse que a decisão foi reforçada após ter lido a 'bula da Pfizer', como explicou o ex-presidente. "Quando eu li, lá atrás, eu falei 'não posso tomar esse negócio aqui, isso é problema meu', e resolvi não tomar a vacina", reforçou.

Durante a apreensão, hoje cedo, os policiais encontraram o cartão de vacinação da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro. Ao comentar sobre o episódio, ele se emocionou e disse que ela foi vacinada em 2021 nos Estados Unidos. Mais cedo, a ex-primeira dama confirmou a história e destacou que, na casa, apenas ela foi vacinada.

Efeitos adversos


Já a filha mais nova do casal, Laura Bolsonaro, de 12 anos, não foi vacinada por conta do receio de Bolsonaro de possíveis efeitos adversos que constam na bula da vacina da Pfizer, para crianças de 5 a 12 anos, que, segundo o presidente, eram palpitação, dor no peito e falta de ar.

O ex-presidente afirmou que, na época em que a vacina foi liberada para a faixa etária da filha, ligou para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e perguntou o que deveria fazer, caso ela apresentasse os sintomas que constam na bula. “‘E o médico vai fazer o quê para conter uma falta de ar, palpitações ou dor no peito?’ Ele (Anvisa) falou: ‘Não sei’. Então, minha filha não vai tomar vacina”, contou.

Para crianças de 5 a 12 anos, a Anvisa indica a aplicação da vacina Comirnaty, da Pfizer, desde dezembro de 2021. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) reforça que todas as vacinas contra a covid-19 atualmente disponíveis são contraindicadas para pessoas com histórico de reação alérgica grave — como, por exemplo, anafilaxia —, após dose anterior ou a qualquer componente da fórmula.

Além disso, a vacina AstraZeneca é contraindicada para pacientes que sofreram trombose venosa e/ou arterial importante em combinação com trombocitopenia após vacinação com qualquer vacina para o coronavírus. Já as vacinas AstraZeneca e Janssen, especificamente, são contraindicadas para gestantes, puérperas e pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro


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