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Estado de Minas DEPOIS DE DENÚNCIA

Moro sobre acusações a Gilmar Mendes: 'Um contexto de brincadeira'

Vídeo de senador acusando ministro Gilmar Mendes de venda de habeas corpus viralizou nas redes sociais


17/04/2023 21:55 - atualizado 18/04/2023 12:40

Senador Sergio Moro
Moro afirma que vídeo foi retirado de contexto e que se tratava de uma "brincadeira" (foto: EVARISTO SA / AFP)
Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou que o vídeo em que aparece dizendo a interlocutores sobre “comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes” foi retirado de contexto e que se tratava de uma “brincadeira”. A declaração foi publicada nas redes sociais do senador após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar denúncia contra o parlamentar ao Supremo Tribunal Federal (STF), por calúnia contra o ministro que integra a Corte. 
 
"Eu disse à impressa que os vídeos haviam sido retirados de contexto, que aquilo fazia parte de um contexto de brincadeira", afirmou o parlamentar.
 
Durante pronunciamento, Moro reforça que a gravação foi tirada de contexto e afirma que mesmo que sua fala tenha sido “infeliz”, não há nenhuma acusação contra qualquer ministro, mesmo Gilmar Mendes. 

Considerando se tratar de uma injustiça, o senador também se disse espantado pela quebra da ordem do processo para que a denúncia fosse apresentada, já que ele não foi ouvido pela procuradoria. “Estamos em tempos sombrios, nos quais a liberdade e o devido processo estão sendo deixados de lado”. 
 
 

Nesta segunda-feira (17/4), a vice-procuradora Lindôra Maria Araújo pediu que ele seja condenado e que, se a pena for superior a quatro anos de prisão, ele perca o mandato. Na avaliação da PGR, Moro cometeu o crime de calúnia contra o ministro do STF ao sugerir que o magistrado praticou corrupção passiva. 

Além disso, na visão do órgão, o ex-juiz estava ciente da gravidade do que estava dizendo e o fez em público, na frente de muitas pessoas, e sabendo que estava sendo filmado. Ele também teria atuado com o objetivo claro de depreciar e descredibilizar a atuação de Gilmar Mendes na Corte.
Após ser notificado, a PGR pede que Moro apresente uma resposta no prazo de 15 dias, e que o STF instaure ação penal sobre o caso. Pede também a preservação do vídeo que foi publicado no Instagram e que mostra o ex-juiz proferindo a frase.

Se for condenado à pena de prisão de quatro anos, a Procuradoria indica que Moro deve perder o mandato de senador, como previsto no Código Penal. Por fim, deve ser estabelecido também um valor de indenização.


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