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Estado de Minas BRASÍLIA

Ex-assessor de Milton Ribeiro esteve com pastor no mesmo hotel, diz PF

Os dois foram presos em uma operação que investiga alvos de desvios dentro do Ministério da Educação. Ex-ministro Milton Ribeiro também foi preso


26/06/2022 18:54 - atualizado 26/06/2022 18:56

Faixada do Ministério da Educação
Ministério da Educação é alvo de investigações da Policia Federal (foto: AGENCIA BRASIL)
O ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC), Luciano Musse, e o pastor Arilton Moura, estiveram no mesmo hotel em Brasília pelo menos 10 vezes durante 2021 e 2022. É o que aponta a investigação da Polícia Federal (PF). 
 
As informações foram publicadas pelo "portal G1".
 

Os dois foram presos na última semana em uma operação que investiga alvos de desvios dentro do Ministério da Educação. Além deles, o ex-ministro Milton Ribeiro também foi preso.

No documento que ensejou os mandados de busca e apreensão, a Justiça afirma que viu indícios de que "Milton, Gilmar e Arilton cooptaram prefeitos para interesses pessoais".


Já Luciano Musse teria papel de "operador financeiro" no esquema.
 
Ele chegou a assumir a gerência de Projetos da Secretaria-Executiva do ministério, em abril de 2021, mas foi exonerado em março deste ano, em meio às denúncias contra a pasta.

No inquérito, a Polícia Federal diz que "Luciano, no contexto investigativo, é personagem importante no suposto esquema de cooptação de prefeitos para angariar vantagens pessoais através do direcionamento ou desvio de recursos do FNDE /MEC a pretexto de atender políticos/prefeituras, caracterizando, hipoteticamente, uma sofisticada captação ilegal de recursos públicos com a eventual infiltração de operador financeiro na gestão da pasta".

Gravações


Durante a semana, foram divulgadas gravações, feitas com autorização da Justiça, que foram consideradas pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) como indícios de que o presidente Jair Bolsonaro interferiu na investigação da Polícia Federal (PF) sobre o ex-ministro da Educação.

A investigação consta no material enviado pelo MPF ao Supremo Tribunal Federal (STF).
 

Conversa com a filha

 
Em uma das conversas, com uma filha, em 9 de julho, Ribeiro disse que recebeu uma ligação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em que o chefe do Executivo nacional dizia temer ser atingido pela investigação da Polícia Federal (PF).

"A única coisa meio... hoje o presidente me ligou... ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?", disse Ribeiro para a filha. O trecho está em investigação da Polícia Federal.

"Ele quer que você pare de mandar mensagens?", pergunta a filha.

"Não! Não é isso... ele acha que vão fazer uma busca e apreensão... em casa... sabe... é... é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né?", questionou.
 
Ao encaminhar o processo de investigação de Milton Ribeiro ao STF, o juiz federal Renato Borelli cita três conversas em que o ex-ministro demonstra ter medo de operações da Polícia Federal nas investigações sobre a influência de pastores no Ministério da Educação (MEC). Clique aqui para ler a transcrição.

Prisão

 
Milton Ribeiro esteve como ministro da Educação no governo Bolsonaro entre julho de 2020 e março de 2022. Ele foi preso na última quarta-feira (22/6) pela Polícia Federal (PF) e solto no dia seguinte.

A prisão se deu por uma investigação que apura o envolvimento dele nos crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência e um suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do Ministério da Educação.

Uma decisão dessa quinta-feira (23) do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), determinou a suspensão da prisão do ex-ministro


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