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Estado de Minas CPI DA COVID

Aziz: 'Carlos Bolsonaro tem problemas íntimos pra resolver com ele'

De acordo com senador, o filho do presidente espalhou notícias falsas que mataram diversas pessoas durante a pandemia


25/11/2021 17:34 - atualizado 25/11/2021 19:50

Em discurso, à tribuna, senador Omar Aziz (PSD-AM)
Senador Omar Aziz (PSD-AM) (foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O senador Omar Aziz (PSD-AM), que foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, fez um pedido para que o Ministério Público (MP) investigue o “maior responsável pelas fake news” durante a pandemia, o vereador pelo Rio de Janeiro e filho do presidente “02” Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (Republicanos). 
 
A declaração foi feita nesta quinta (25/11), durante coletiva de imprensa ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que era vice da CPI, e do senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão.

 
Mais cedo, Carlos apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime pedindo a investigação de Renan Calheiros (MDB-AL) e de Aziz, enquanto estavam à frente da CPI, por prevaricação e violação de sigilo funcional.

Segundo Aziz, a única prevaricação que ele deve ter cometido foi não ter chamado Carlos para depor diante das provas que o apontavam como chefe do “gabinete do ódio”.

“Ele tava doido para vir aqui falar e a gente não deu essa oportunidade. Encaminhamos pro MP-RJ a denúncia, mas não senti firmeza no procurador do Rio. Espero que o MP possa fazer a investigação contra o maior responsável por fake news que matou milhares de pessoas: Carlos Bolsonaro”, afirmou.

Aziz ainda pediu para que o MP puna Carlos pela morte dos brasileiros. “Chegamos a 600 mil mortes por esse tipo de comportamento. Um parlamentar que não tem respeito ao próximo e uma pessoa que tem problemas. A gente percebe que ele tem problemas e não somos nós os culpados. Problemas dele, que ele deve resolver com ele, no íntimo dele”, pontua Omar.

A ação de Carlos Bolsonaro vai ser enviada para a Procuradoria-Geral da República, responsável por determinar a adequada apuração dos fatos.


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