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Estado de Minas UNAMIDADE

STJ confirma afastamento do governador do Tocantins por 6 meses

Ele é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de tentar obstruir apurações e chefiar suposto esquema de propinas relacionadas ao Plano de Saúde dos Servidores do Estado do Tocantins


20/10/2021 17:00 - atualizado 20/10/2021 17:09

Carlesse
Mauro Carlesse (foto: REDES SOCIAIS/REPRODUÇÃO)
Por unanimidade, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira, 20, manter a decisão individual do ministro Mauro Campbell que determinou a afastamento do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), por seis meses. Ele é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de tentar obstruir apurações e chefiar suposto esquema de propinas relacionadas ao Plano de Saúde dos Servidores do Estado do Tocantins (Plansaúde).

"É uma medida drástica, mas muito necessária para o povo tocantinense", disse Campbell na sessão. O ministro também decretou o afastamento do Secretário de Segurança do Estado, Cristiano Barbosa Sampaio. Eles ficam proibidos de manter contato com os demais investigados e de

Em julgamento por videoconferência, o colegiado foi unânime ao considerar que os indícios contra o governador são 'graves' e justificam a suspensão.

A Polícia Federal chegou a requerer a prisão temporária do governador, mas o pedido foi negado pelo tribunal. A Corte Especial entendeu que, neste momento, a medida não é imprescindível para resguardar a investigação.

Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações de 'vultuosas quantias' em espécie por pessoas diretamente ligadas a Calesse, inclusive familiares. Os investigadores também identificaram a falsificação de notas fiscais para dar aparência de legalidade ao pagamento de propinas. Ainda apontaram o aparelhamento do sistema de Segurança Pública do Estado para blindar o grupo político do governador e para direcionar apurações contra seus adversários.

Mais cedo, com autorização do STJ, a PF cumpriu 57 mandados de busca e apreensão e outras 50 medidas cautelares em sete cidades - Palmas, Gurupi, Porto Nacional (TO); Minaçu e Goiânia (GO); Brasília (DF) e São Paulo (SP) - para aprofundar a investigação.


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