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Estado de Minas LEGISLATIVO MUNICIPAL

CPI da BHTrans firma parceria com MP para abrir 'caixa-preta' da empresa

Acordo pretende avançar nas investigações da CPI, que apura supostas irregularidades no contrato da BHTrans com a PBH e empresas concessionárias de ônibus


14/07/2021 13:25 - atualizado 14/07/2021 14:59

Reunião com os integrantes da CPI precedeu o acordo celebrado com o MPMG(foto: Divulgação/Gabriel)
Reunião com os integrantes da CPI precedeu o acordo celebrado com o MPMG (foto: Divulgação/Gabriel)
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), instalada pela Câmara Municipal da capital mineira, firmou nesta quarta-feira (14) uma parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O acordo visa avançar nas investigações da CPI, que apura irregularidades no contrato - elaborado em 2008 - em vigor da BHTrans com Prefeitura de BH e demais empresas concessionárias de ônibus.


"Vamos juntos rumo ao Ministério Público de Minas Gerais formar uma parceria com o senhor Jarbas Soares, porque eu concordo que quem tem que investigar tem que investigar. Acho que é papel punir aqueles que fizeram e fazem mal feito a esta cidade, e acho que a gente, com apoio da senhora (Bella Gonçalves) e de todos os demais aqui, vamos ajudar, em conjunto com a população, a escrever um novo capítulo para essa cidade", disse Gabriel, nesta quarta.

Procurador de Justiça de Minas Gerais e chefe do MPMG, Jarbas Soares também disse que o órgão estuda estruturar uma força-tarefa para apurar as possíveis irregularidades relacionadas à BHTrans. Um acordo também com o Ministério Público de Contas é vislumbrado para seguir adiante com as investigações.

"O Ministério Público estuda a possibilidade de montar uma força-tarefa sobre o assunto, porque são fatos que acontecem e aconteceram em 2008 e que têm repercussões até hoje. Então, a ideia é essa, seguir nessa linha, a pedido dos vereadores criar também a força-tarefa e cooperar nas investigações. Sabemos que uma investigação que foi feita foi arquivada, mas fatos novos que foram sucitados e levantados pela câmara de vereadores de Belo Horizonte servirão ao Ministério Público nesta nova etapa", afirmou, após acordo firmado.

Jarbas Soares e Gabriel celebraram o acordo firmado por MPMG e CPI da BHTrans(foto: Divulgação/Gabriel)
Jarbas Soares e Gabriel celebraram o acordo firmado por MPMG e CPI da BHTrans (foto: Divulgação/Gabriel)
Wanderley Porto (Patriota), primeiro signatário do requerimento, Reinaldo Gomes Preto Sacolão (MDB), Gabriel, Professor Claudiney Dulim (Avante), Bella Gonçalves (Psol), Braulio Lara (Novo) e Rubão (PP) são os membros titulares da comissão que busca abrir a "caixa preta" da BHTrans.

Reunião desta quarta-feira


Nesta quarta, antes de ir ao MPMG, a CPI da BHTrans colheu o depoimento de Fábio Couto de Araújo Cançado, empresário e sócio da Auto Omnibus Nova Suissa, na condição de investigado. Por cerca de uma hora e meia, ele respondeu a diversos questionamentos dos vereadores e negou, por exemplo, que tenha retirado os cobradores dos ônibus como retaliação à manutenção do valor da tarifa de ônibus na cidade belo-horizontina (de R$ 4,50).

Além disso, a CPI aprovou um requerimento que prevê o depoimento de Roberto José Carvalho, dono da Rodopass, para a próxima quarta-feira (21), às 14h30. O empresário, que ficou em silêncio em um depoimento (quando estava como investigado) e não compareceu à oitiva dessa terça embasado em decisão judicial, vai depor na condição de testemunha. A comissão recorreu da liminar concedida a Roberto José Carvalho e aguarda o resultado da solicitação.

Nova reunião nesta quinta


A CPI da BHTrans se reúne novamente nesta quinta-feira (15), às 9h30. A comissão vai colher o depoimento de Shaila Santos, ex-sócia da Maciel Consultoria, empresa que participou da elaboração do contrato vigente em que se baseia a BHTrans, elaborado em 2008.

Ela já deveria ter comparecido à CPI em reunião extraordinária em 24 de junho, como convidada, mas enviou comunicado dizendo que já se desligou da Maciel Consultoria e que não teria o que falar. Agora, caso não compareça, a comissão pode solicitar a condução coercitiva por autoridades policiais para que ela preste os esclarecimentos.


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