
Por isso, conforme direitos constitucionais, Carvalho teve o direito de permanecer em silêncio durante depoimento para não produzir provas contra si mesmo. Isso, contudo, não impediu que os parlamentares fizessem os questionamentos ao dono da Rodopass.
“De acordo com as orientações recebidas, permaneço em silêncio”, foi a resposta dada pelo empresário - que se fazia presente de forma remota - à maioria das perguntas dos vereadores. Os parlamentares ficaram intrigados com a opção, mas respeitaram a decisão do gestor da Rodopass.
“Estamos surpresos com tamanha 'silenciação' diante desta comissão”, afirmou o vereador Gabriel (sem partido), presidente da CPI da BHTrans, que diz também ter 'desprezo' e 'nojo' do investigado. Ao todo, foram 95 perguntas feitas pelos parlamentares, todas sem respostas.

A próxima reunião da CPI, às 9h30 da quarta-feira (14/7) da próxima semana, vai colher o depoimento de Fábio Couto de Araújo Cançado. O empresário é sócio da Auto Omnibus Nova Suissa e é outro investigado pela comissão.
Wanderley Porto (Patriota), primeiro signatário do requerimento, Reinaldo Gomes Preto Sacolão (MDB), Gabriel, Professor Claudiney Dulim (Avante), Bella Gonçalves (Psol), Braulio Lara (Novo) e Rubão (PP) são os membros titulares da comissão que busca abrir a “caixa preta” da BHTrans.
