Após se manifestar sobre a morte do ator e humorista Paulo Gustavo, de 42 anos, mais uma vítima da COVID-19 no país, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem sendo alvo de críticas. A nota de pesar publicada por ele no Twitter na madrugada desta quarta-feira (5/5) repercutiu mal entre opositores e internautas.
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Bolsonaro lamenta morte de Paulo Gustavo: 'Meus votos de pesar'Da 'gripezinha' aos 200 mil mortos; veja frases ditas ao longo da pandemiaAumento entre os jovens: vacinação muda perfil da pandemia em Minas Gerais coronavirusmgPresidente do Senado Rodrigo Pacheco tem reunião com Lula nesta quintaCPI da COVID: Teich deixou Ministério da Saúde por falta de autonomiaCPI da Covid: senadores prestam homenagem a Paulo GustavoA postagem é acompanhada por uma foto do ator segurando uma imagem da Santa Dulce dos Pobres, de quem era devoto. Ele também fazia doações para as Obras Sociais Irmã Dulce, e foi homenageado pelo santuário.
Até o início da manhã, o post de Bolsonaro tinha 23,8 mil retweets e 34,4 mil respostas, boa parte delas contra o presidente e relembrando o posicionamento dele ao longo do último ano ao minimizar a gravidade da pandemia.
“Que Deus em sua infinita misericórdia consiga te perdoar, dificilmente nós aqui na Terra vamos”, respondeu o deputado federal André Janones (Avante-MG), que foi criticado por apoiadores do presidente, entre eles o deputado estadual de Minas Bruno Engler (PRTB), que associou a antiga filiação de Janones ao PT à posição dele.
Sem citar Bolsonaro diretamente, o escritor Paulo Coelho também foi parar nos Trending Topics ao apontar os “assassinos” de Paulo Gustavo por meio de frases, uma delas do presidente, que no ano passado chegou a classificar a COVID-19 como uma “gripezinha”, e se posiciona contra o lockdown e outras medidas de restrição para conter a pandemia.
Após a mensagem, que o tornou alvo de bolsonaristas na rede, Paulo Coelho retuitou a jornalista Milly Lacombe, que citava o presidente e o ministro Paulo Guedes.
Humor e irreverência saem de cena
Fenômeno de bilheteria no cinema e no teatro e de audiência na TV fechada, o ator Paulo Gustavo perdeu a longa luta contra o novo coronavírus às 21h10 de ontem (4/5). Mais cedo, os médicos do Hospital Copa Star, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde ele estava internado desde 13 de março, haviam divulgada boletim informando que Paulo Gustavo apresentava quadro irreversível, embora estivesse com sinais vitais. A morte precoce do ator causou grande repercussão. Com a personagem Dona Herminia, ele conquistou a maior bilheteria do cinema nacional em “Minha mãe é uma peça 3”, que teve 11,5 milhões de espectadores.
Antes do agravamento, Paulo Gustavo chegou a interagir com o marido, Thales Bretas, segundo os médicos. "Ontem à tarde, após redução dos sedativos e do bloqueador neuromuscular, o paciente acordou e interagiu bem com a equipe profissional e com o seu marido. À noite, subitamente, houve piora acentuada do nível de consciência e dos sinais vitais, quando novos exames demonstraram ter havido embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central, em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa", descreveram os médicos no boletim.
Além do marido, Paulo Gustavo deixa dois filhos de 1 ano e nove meses, a mãe e uma irmã.
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O que é um lockdown?
Saiba como funciona essa medida extrema, as diferenças entre quarentena, distanciamento social e lockdown, e porque as medidas de restrição de circulação de pessoas adotadas no Brasil não podem ser chamadas de lockdown.
Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil
- Oxford/Astrazeneca
Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
- CoronaVac/Butantan
Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.
- Janssen
A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.
- Pfizer
A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.
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Como funciona o 'passaporte de vacinação'?
Os chamados passaportes de vacinação contra COVID-19 já estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países. Sistema de controel tem como objetivo garantir trânsito de pessoas imunizadas e fomentar turismo e economia. Especialistas dizem que os passaportes de vacinação impõem desafios éticos e científicos.
Quais os sintomas do coronavírus?
Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:
- Febre
- Tosse
- Falta de ar e dificuldade para respirar
- Problemas gástricos
- Diarreia
Em casos graves, as vítimas apresentam
- Pneumonia
- Síndrome respiratória aguda severa
- Insuficiência renal
Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.
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Mitos e verdades sobre o vírus
Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.Para saber mais sobre o coronavírus, leia também:
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