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Estado de Minas IMBRÓGLIO

Zema se desculpa após antecipar anúncio de auxílio: 'Iniciativa é da ALMG'

Projeto, de autoria do Legislativo, foi aprovado nesta sexta (30), mas governador comunicou programa de renda básica a vulneráveis um dia antes


30/04/2021 14:39 - atualizado 30/04/2021 14:57

Governador se desculpou com deputados após anúncio antecipado de auxílio financeiro a famílias vulneráveis(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Governador se desculpou com deputados após anúncio antecipado de auxílio financeiro a famílias vulneráveis (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
O governador Romeu Zema (Novo) reconheceu, nesta sexta-feira (30/4), que a proposta de conceder auxílio financeiro às famílias mineiras em extrema pobreza foi ideia da Assembleia Legislativa

Os deputados estaduais aprovaram a concessão de R$ 600, em parcela única, por causa da pandemia de COVID-19. Nessa quinta (29), um dia antes do aval definitivo dos parlamentares, o chefe do Executivo foi às redes sociais anunciar a iniciativa.

A postura irritou deputados, que interpretaram o ato como uma “apropriação” de sugestão proposta pelo presidente do Legislativo, Agostinho Patrus (PV), e de coautoria dos outros parlamentares. Em entrevista à "Rádio Itatiaia", Zema reconheceu o deslize e atribuiu a derrapada a uma falha na comunicação.

“Pode ter havido algum desentendimento ou interpretação com relação à comunicação. Mas deixo claro para todos que a iniciativa é da Assembleia. Ficam aqui meus parabéns a todos os deputados”, disse.

Quando comunicou que iria pagar a ajudaZema falou em depositar R$ 500 às famílias vulneráveis — o mesmo valor presente no projeto original da Assembleia. Nesta sexta, contudo, os deputados aprovaram o texto com aumento de R$ 100 nas cifras.

Se dirigindo aos deputados, o governador pediu perdão pelo anúncio antecipado — e a consequente percepção de que fora ele o responsável pela proposta.

“Lamento e peço desculpas se a comunicação do governo foi interpretada dessa maneira”.

Patrus lembra que projeto é de todos os deputados


O auxílio de R$ 600 integra o Recomeça Minaspacote que estabelece mecanismos para a renegociação de dívidas fiscais de empresas. A Assembleia estima que o refinanciamento pode gerar R$ 2 bilhões aos cofres públicos neste ano. A ideia é utilizar parte dessa receita extraordinária para custear o socorro aos que estão em extrema pobreza.

Após a aprovação do texto, Agostinho Patrus sustentou que o projeto tem a assinatura dos 77 integrantes do Legislativo estadual. Mais cedo, pelo Twitter, o deputado do PV subiu o tom contra o chefe do Palácio Tiradentes.

“Governador Zema, se apropriar indevidamente de uma iniciativa sem consentimento do proprietário é crime previsto no Código Penal. Na vida, dar crédito pelas ideias é importante. Na vida pública, dar crédito é imprescindível, porque desafios só são superados quando somamos forças”, disparou.


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