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Estado de Minas CPI DOS 'FURA-FILAS'

Ex-assessor da Saúde deverá apresentar nomes de participantes de reunião

Everton Luiz Lemos de Souza foi exonerado após encontro para passar funcionários de teletrabalho para trabalho presencial


29/04/2021 11:22 - atualizado 29/04/2021 11:38

Everton Luiz Lemos de Souza prestou depoimento na condição de investigado(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Everton Luiz Lemos de Souza prestou depoimento na condição de investigado (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Ex-chefe da comunicação social da Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, Everton Luiz Lemos de Souza terá que apresentar à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos “fura-filas”, instalada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), uma lista com o nome dos participantes de uma reunião feita para planejar a transferência do teletrabalho ao regime presencial de servidores. O encontro motivou a demissão de Everton e sua convocação para depor na CPI nesta quinta-feira (29/4) na condição de investigado.

A troca foi pensada para proteger os profissionais das investigações feitas por Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ALMG. Agora, após aprovação de requerimento na CPI, Everton terá que apresentar em 24 horas os nomes dos participantes nessa reunião.

“Dos 15 servidores que haviam sido vacinados, dois se encontravam em regime de teletrabalho e a gente estava se organizando para que os dois retornassem ao trabalho presencial (...) Só tinha 15 dias úteis que eu estava atuando na Secretaria de Estado de Saúde, ainda estava me inteirando dos processos. Não tenho certeza dos 15 servidores e quais eram as ocupações dos 15”, disse o ex-servidor.
 
A reunião da CPI desta quinta (29/4) começou tumultuada. Isso porque o advogado de Everton entendia que poderia usar a palavra, o que não foi compreendido e concedido pela ALMG. Para entendimento, a sessão foi brevemente suspensa e depois retomou normalmente, sem maiores problemas.

A próxima reunião da CPI dos “fura-filas” acontecerá na próxima segunda-feira (03/5), às 14h. Ex-chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, João Márcio da Silva de Pinho será ouvido, também na condição de investigado. Ele foi um dos participantes da reunião. 
 

"Fura-filas" no governo de Minas 


Em março deste ano, a princípio, foram vacinados 500 funcionários que atuam na Cidade Administrativa, sede do governo de Minas. Alguns deles, contudo, estavam em regime de teletrabalho, o que levantou suspeitas sobre a prioridade dessa imunização.

Depois, uma lista com 806 nomes de pessoas vacinadas foi entregue pelo Executivo à ALMG. O deputado estadual Agostinho Patrus (PV), presidente da Casa, não reconheceu a legitimidade do documento e pediu nova relação, que conta com 828 nomes após a retificação.

Posteriormente, uma nova lista com nomes de mais 1.852 servidores da SES vacinados contra a COVID-19 foi entregue pelo governo à ALMG.

Com o escândalo anunciado, Zema oficializou, em 13 de março, uma troca na SES. Carlos Eduardo Amaral foi exonerado e deu lugar a Fábio Baccheretti, que segue no posto até hoje. Outras demissões também aconteceram por causa dessa questão, algumas até já depois da posse de Baccheretti.

As mais recentes ocorreram na última sexta-feira (23/4). João Márcio Silva de Pinho, chefe de gabinete desde a gestão de Amaral, e Everton Luiz de Souza, chefe da assessoria de Comunicação nomeado por Baccheretti, foram exonerados após indícios de interferência nas investigações.
 


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