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Estado de Minas Governo na berlinda

Com braço na tipóia, Flávio vai à CPI da COVID defender Bolsonaro

Flávio Bolsonaro não é membro da CPI, mas acompanhou o início dos trabalhos e conversou com a imprensa nesta terça-feira (27/4)


27/04/2021 12:15

Senador Flávio Bolsonaro marcou presença na abertura da CPI da COVID, apesar de não ser membro do colegiado(foto: Reprodução/ TV Senado)
Senador Flávio Bolsonaro marcou presença na abertura da CPI da COVID, apesar de não ser membro do colegiado (foto: Reprodução/ TV Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, com tipóia no braço, acompanhou a abertura dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, na manhã desta terça-feira (27/4). Antes de ir para o plenário, ele disse à imprensa que considerou falta de gratidão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a instauração dos trabalhos. Pacheco teve ajuda do governo federal para chegar à presidência da Casa, mas apenas cumpriu uma decisão judicial ao instaurar a CPI.

“Eu tenho um CPF e o presidente da República tem outro. Da minha parte, eu entendo, sim, que houve uma ingratidão, uma falta de consideração por parte do presidente (Pacheco), para, pelo menos nos buscar, para que a gente possa dar o nosso ponto de vista sobre a conveniência e oportunidade de se instaurar uma CPI como esta”, afirmou Flávio.

Ainda sobre a judicialização da comissão, o filho do presidente da República disse que Pacheco deveria, então, ter obedecido a decisão judicial da 2ª Vara Federal do DF que impediria a nomeação de Renan Calheiros (MDB-AL) como relator, que, no entanto, foi desfeita pelo desembargador federal Francisco de Assis Betti, presidente em exercício do TRF da 1ª Região.

Flávio Bolsonaro disse que a CPI é uma interferência do Poder Judiciário no Senado, e insistiu que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é suspeito para relatar os trabalhos do grupo, por ser pai de Renan Filho, governador de Alagoas, e por ser opositor aberto ao governo. Insistiu, ainda, que Pacheco aceite uma questão de ordem colocada pelo líder do governo, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que pede que o trabalho da comissão só possa acontecer de forma presencial.

“O mínimo que ele poderia fazer agora é acatar a questão de ordem do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que está sendo prudente, pensando nas vidas, para que os trabalhos sejam, sim, presenciais. O virtual dá prejuízo par produção de provas, oitivas de testemunhas, acareações”, argumentou.

“Vários passos serão presenciais. Então, por que não acatar a questão de ordem, preservar as vidas dos senadores, assessores e funcionários? E, depois que todos estiverem devidamente vacinados e imunizados, vamos investigar tudo. Sem problema nenhum. Ninguém está com medo de investigação. Agora, por que esse açodamento? Porque essa correria para instaurar a CPI no momento que a Casa está parada? Nenhuma comissão funciona. É proibido reunião nos gabinetes, pois não podemos trazer ninguém de fora dos quadros do senado para dentro da Casa, pensando na preservação de vida. Então, lamento, sim, que o presidente Rodrigo Pacheco não tenha sido mais prudente e mais responsável na hora de tratar essa questão da CPI”, disparou.

Palco eleitoreiro

Assim como o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), Flávio acusou a CPI com Calheiros de ser um “palco eleitoreiro”. Para Flávio, Calheiros teria antecipado o relatório ao afirmar que a condução da pandemia do governo foi “omisso e incompetente”. Ele antecipa o parecer. “Lamento que ele queira insistir em fazer parte. Obviamente, ele é uma pessoa que não deveria estar na CPI”, pontuou. “Não tem nenhuma sombra de dúvida que ele é suspeito. Tem um filho governador de estado. Ele vai conduzir o trabalho na relatoria para proteger o trabalho de todos os governadores”, completou.

O filho do presidente também apelou para o argumento utilizado pelo general Eduardo Pazuello, de que a CPI tomaria tempo do governo. Tempo que, segundo ele, poderia ser usado no combate à pandemia. “Qual é a ajuda que essa CPI vai dar nesse momento mais difícil que passamos? Vai ser um palanque político. Eu lamento que alguns senadores vão usar os caixões de quase 400 mil mortos para fazer política barata e rasteira contra o governo federal”, atacou.


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