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Estado de Minas GOVERNO DE MINAS

Romeu Zema não assina nota de governadores contra Jair Bolsonaro

'Embates políticos devem ficar em segundo plano, com foco na solução de problemas', diz Zema


01/03/2021 13:02 - atualizado 01/03/2021 16:46

Zema tem evitado embates com o governo federal, especialmente durante a pandemia(foto: Marcos Corrêa/Presidência da República)
Zema tem evitado embates com o governo federal, especialmente durante a pandemia (foto: Marcos Corrêa/Presidência da República)
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) foi um dos chefes de Executivo estaduais que não assinou uma nota de repúdio contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), emitida nesta segunda-feira (1º/03). Ao todo, 19 dos 27 governantes se colocam contra Bolsonaro, após um post feito nesse domingo (28/2) com valores relativos a repasses aos estados em 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19, que já matou 254.942 pessoas no país (dados do Ministério da Saúde).

Na conta elaborada por Bolsonaro, os dados dos repasses foram retirados de Portal da Transparência, Localiza SUS e Senado Federal. O presidente considera no montante 'valores diretos' (saúde e outros), 'valores indiretos' (suspensão e renegociação de dívidas) e ainda cita, de forma separada, o repassado em auxílio emergencial enquanto ele esteve em vigor.

Além de Zema, Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (PSC-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Marcos Rocha (PSL-RO), Antonio Denarium (PSL-RR) e Carlos Moisés (PSL-SC)  não assinam o documento. Dos quatro governantes da Região Sudeste, somente o mineiro não foi signatário.

"Em meio a uma pandemia de proporção talvez inédita na história, agravada por uma contundente crise econômica e social, o governo federal parece priorizar a criação de confrontos, a construção de imagens maniqueístas e o enfraquecimento da cooperação federativa essencial aos interesses da população", diz trecho da nota, intitulada “Nota pública sobre repasses financeiros aos aos Entes Federativos”.

De acordo com o governo de Minas, "o governador Romeu Zema acredita que o momento é de união em torno de soluções no combate à pandemia, com a aceleração do processo de vacinação e o financiamento dos leitos de UTI. Ainda segundo o governador, embates políticos devem ficar em segundo plano, com foco na solução de problemas". Segundo Bolsonaro, Minas recebeu R$ 81,4 bilhões de valores diretos e indiretos e R$ 26,96 bilhões somente de auxílio emergencial. O Executivo estadual não respondeu se os valores estão corretos.

Alguns governadores, além da nota, também publicaram nos perfis pessoais. Foi o caso de Camilo Santana (PT-CE) que, segundo Bolsonaro, viu o estado receber R$ 42,5 bilhões, sendo R$ 15,17 bilhões para auxílio emergencial.

“Lamentável que o senhor presidente da República, além de desrespeitar normas sanitárias o tempo inteiro, leve seu tempo a espalhar informações distorcidas e promover discórdia com governadores, quando deveria tentar unir o país para superarmos juntos a gravíssima crise que vivemos”, publicou, na manhã desta segunda.
 

Confira na íntegra

 
 


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