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Estado de Minas ENTREVISTA

Primeira mulher a administrar Uberaba pretende humanizar educação

Elisa Araújo diz que também vai reduzir fila eletrônica para atendimento médico, hoje com 80 mil pessoas


14/01/2021 04:00 - atualizado 14/01/2021 09:39

''Vamos abrir as unidades básicas de saúde até as 22h, com equipe multiprofissional e fazendo aceleração desses atendimentos'' (foto: INSTRAGAM/REPRODUÇÃO)
''Vamos abrir as unidades básicas de saúde até as 22h, com equipe multiprofissional e fazendo aceleração desses atendimentos'' (foto: INSTRAGAM/REPRODUÇÃO)
A empresária e arquiteta brasiliense Elisa Gonçalves de Araújo, de 38 anos, que foi para Uberaba, município com 330 mil habitantes, o oitavo mais populoso de Minas Gerais, aos 11 anos, conquistou três feitos nessa última eleição municipal.

Alem de ter vencido a disputa, é a primeira a comandar o Executivo da cidade do Triângulo Mineiro e a candidata mais jovem a chegar ao cargo.

Elisa, do partido Solidariedade, contou com o apoio do governador Romeu Zema (Novo) para derrotar o jornalista e empresário Tony Carlos (PTB), de 54, com 57,36% dos votos válidos, contra 42,64% do adversário.

Casada e com um filho de 9 anos, Elisa foi também a primeira mulher a assumir a presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) – Regional Vale do Rio Grande (2017/ 2020).

É formada em arquitetura e urbanismo, especialista em gestão de negócios, e atua no setor industrial. Sua gestão na prefeitura tem sete diretrizes: políticas públicas de longo prazo, redução do custo da administração pública, eficiência e gestão qualificada, oportunidade e geração de emprego e renda, sustentabilidade, combate à corrupção, e desburocratização e governo digital. Metade do secretariado é composto por mulheres.

Quando foi sua mudança para Uberaba e por qual motivo?
Vim para Uberaba quando tinha 11 anos. A minha mãe é uberabense e conheceu o meu pai em Brasília. Viemos para Uberaba quando o meu pai comprou parte de uma indústria de calçados da cidade. E de lá para cá sempre morei na cidade.

Como foi a sua experiência na presidência da Fiemg?
Essa experiência me trouxe uma visão bem próxima da gestão pública. Tive contato com 20 prefeitos. Com isso, aprendi e enxerguei de perto a realidade e o impacto da gestão pública na vida das pessoas. Esse trabalho acabou me projetando para a vida pública, não era algo que tinha planejado.

Como e quando nasceu o desejo de ser prefeita de Uberaba?
Participei na Fiemg de um movimento de ruptura e mudança. Rompemos um continuísmo de mais de 30 anos de um mesmo grupo. E me senti empoderada de participar dessa mudança.

Como será a sua política de enfrentamento à COVID-19?
Vejo que há incoerências no decreto de Uberaba de enfrentamento da COVID-19 [fechamento de casas noturnas e saunas e restrição a eventos públicos com mais de 150 pessoas em ambientes fechados em 250 nos abertos, por exemplo]. Mas as regras estão prorrogadas pelo menos neste primeiro mês do ano e, enquanto isso, nossa nova equipe do comitê faz uma análise mais criteriosa para depois decidirmos sobre quais mudanças vamos precisar fazer neste decreto.

Um dos grandes problemas em Uberaba é o grande número de pessoas nas filas eletrônicas para atendimento médico, mais de 80 mil. Como minimizar esse problema?
A gente não consegue acabar com essa fila eletrônica, ela é dinâmica e sempre vai existir. Mas esse número de 80 mil é muito grande. Tem pessoas esperando até quatro anos para atendimento. Queremos reduzir a espera. Para resolver esse problema, vamos abrir as unidades básicas de saúde até as 22h, com equipe multiprofissional e fazendo aceleração desses atendimentos.

Qual o grande problema na área da educação em Uberaba?
A educação precisa ser humanizada. A gente pretende dialogar bastante com a comunidade escolar para poder desenvolver educação de qualidade. Com bastante diálogo entre os pais, alunos e educadores, vamos encontrar o melhor caminho.



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