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Estado de Minas ELEIÇÕES

'Longe dos extremos', PSDB avalia positivamente desempenho em MG e mira voos mais altos

Partido conquistou 90 prefeituras em Minas; índice foi inferior apenas aos números do MDB


30/11/2020 18:49 - atualizado 30/11/2020 19:08

Deputado federal, Paulo Abi-Ackel preside o PSDB mineiro(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Deputado federal, Paulo Abi-Ackel preside o PSDB mineiro (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Segundo partido em termos de prefeituras mineiras conquistadas (90), o PSDB estadual está satisfeito com o desempenho nas eleições municipais. Nesse domingo (29), a legenda venceu em Governador Valadares, no Vale do Aço, com André Merlo. Para o presidente da sigla em Minas Gerais, o deputado federal Paulo Abi-Ackel, o resultado comprova a “saúde” das agremiações posicionadas no centro do espectro político.

O parlamentar crê que os números credenciam o PSDB a alçar voos maiores, como o governo do estado, em eleições futuras. “Isso (o resultado da eleição) demonstra, em primeiro lugar, que as pessoas aceitam a condição que o PSDB propõe de social-democracia e união em torno do centro, um pouco mais à esquerda, que é nossa bandeira de fundação. A gente, portanto, vislumbra, sem dúvidas, dentro desse ideal, de governar o estado e voltar a fazer uma tentativa à Presidência da República”, afirmou, em entrevista ao Estado de Minas.

Em solo mineiro, o último governador tucano foi Antonio Anastasia, hoje no PSD. Quatro anos atrás, o PSDB ganhou em 132 cidades mineiras. Abi-Ackel explica que os números de 2016 ocorreram em virtude de fatores da época, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a polarização com representantes petistas.

Por isso, a avaliação é positiva. Afinal, fora a ausência do “apoio” de tais condições, houve o surgimento de obstáculos como o fim das coligações para os pleitos legislativos, que acabou por pulverizar as disputas por prefeituras — visto que, para dar visibilidade aos seus candidatos a vereador, partidos optaram por lançar nomes próprios para os Executivos.

“Comparar com 2016 é comparar com um momento em que a política estava polarizada entre PSDB e PT. Logo, tínhamos condição de fazer muitas prefeituras. Hoje, temos grande número de partidos concorrendo às eleições, com fundo partidário e o fim das coligações, o que jogou quase 35 legendas com candidatos. Mesmo assim, conseguimos ter o segundo maior número de prefeituras em todo o estado”, disse.

À frente do PSDB, está o MDB, que triunfou em 100 localidades mineiras. Democratas (85 vitórias) e PSD (75) completam as primeiras posições. Na visão de Abi-Ackel, o resultado ratifica a ideia tucana de se manter “longe dos extremos".

“A melhor lição que podemos tirar da eleição é que estamos corretos em ficar longe dos extremos. Temos a ousadia de ficar confortáveis longe dos extremos e defendendo a política, desde que exercida dentro das melhores práticas.”

Candidata 'novata' em BH evidencia busca por renovação

 

Em Belo Horizonte, a representante do PSDB foi Luísa Barreto, servidora da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. Apesar da sétima colocação da estreante, o dirigente vê como positiva a escolha por um nome novo. 


“Nos pareceu correta a aposta em uma candidatura que demonstrasse que o partido está se renovando, tem uma juventude atuante, quadros novos e pessoas preparadas”, defendeu.

Para ele, a ausência de debates, o pouco tempo de campanha e a COVID-19 acabaram prejudicando o desempenho de Luisa, que terminou com 1,39% dos votos válidos.

Crença na ‘queda’ da antipolítica


Ainda conforme Paulo Abi-Ackel, a onda de apoios a candidatos que rejeitam a política está cessando. Como exemplo, citou o triunfo de Eduardo Paes (DEM) no Rio de Janeiro.

“Voltaremos a ter políticos com serviços prestados às cidades, aos estados e ao Brasil concorrendo aos maiores cargos públicos. Foi a prova inequívoca que o sentimento contra a política está passando”, opinou.

Apoiado pelo PSDB, Paes pregou o diálogo com diferentes correntes ideológicas — casos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do governador fluminense Cláudio Castro (PSC) — para viabilizar sua administração.

 


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