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Estado de Minas INDEFINIÇÃO

Eleições 2020: Em dez cidades mineiras, eleitores ainda não conhecem prefeitos

Com candidaturas sub judice, vencedores aguardam decisão do TRE para serem diplomados e governarem os municípios nos próximos quatro anos


17/11/2020 11:09 - atualizado 17/11/2020 11:30

Em Mariana, Celso Cota recebeu mais de 42% dos votos válidos, mas sua vitória ainda é incerta(foto: Wikipedia Commons/Divulgação)
Em Mariana, Celso Cota recebeu mais de 42% dos votos válidos, mas sua vitória ainda é incerta (foto: Wikipedia Commons/Divulgação)
Em dez cidades mineiras - Antônio Carlos, Campestre, Ibertioga, Itabira, Japaraíba, Lamim, Mariana, Pedra do Anta, São Gonçalo da Sapucaí e Virginópolis – a população ainda não sabe quem será o prefeito que irá governar nos próximos quatro anos. Isso porque, com candidaturas sub judice, os eleitos aguardam decisão da Justiça Eleitoral para comemorar.

Em Mariana, berço da fundação mineira, Celso Cota, do MDB, conseguiu 14.764 votos, ou 42,61% do eleitorado, mas ainda não sabe se irá assumir a Prefeitura. Uma coligação de oposição e o Ministério Público pediram a impugnação da candidatura de Cota. Na segunda colocação ficou Newton Godoy, do Cidadania, que levou 11.168 votos, ou 32,23%.

No entanto, em caso de confirmação da impugnação da candidatura de Cota, Godoy não deve assumir a Prefeitura. Nesses casos, o TSE deverá convocar novas eleições.

O mesmo acontece em Antônio Carlos. Cristina, do PDT, conseguiu 45,41% dos votos, mas está com a candidatura sub judice. Herbert, do PTC, ficou na segunda colocação, com 31,10% do eleitorado.

Ao lado de Antônio Carlos, Ibertioga se encontra na mesma situação. José Francisco Rodrigues, o Juquinha, tenta a reeleição pelo PTB, mas ficou na segunda colocação, com 46,03% dos votos. A votação expressiva não foi suficiente para superar Tatão, do PSDB, que teve 49,26% dos votos válidos. Mas, com a candidatura ainda em análise pelo TRE, Tatão pode não ser diplomado.

Já em Campestre, quem corre o risco de não assumir o Executivo é o atual prefeito Nivaldo Donizete (PSDB), o Zetinho. Apesar de ter recebido pouco mais de 52% dos votos válidos, Zetinho ainda briga na Justiça pelo deferimento de sua candidatura. Elias da Farmácia, do PTB, ficou em segundo lugar, com 47,82% dos votos válidos.

No município de Itabira, o prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) pode ganhar uma nova chance de disputar a reeleição caso a candidatura de Marco Antônio (PSB) seja indeferida. O pesebista conseguiu pouco mais de 50% dos votos válidos, mas ainda não sabe se levará a Prefeitura. Já Magalhães garantiu 43,34% dos votos válidos.

Em Japaraíba, Rogério Lacerda (Rede) desbancou Leo Fernandes (Cidadania), levando 62% dos votos válidos. Mas, apesar da ampla votação, Lacerda tem seu futuro incerto.

Do mesmo partido de Leo Fernandes, Dr. Marcão (Cidadania) também foi derrotado em Lamim. Ele teve 42,34% dos votos válidos, contra 57,66% dos votos de Roberto do Juca (PP). Mas a eleição ainda continua indefinida na cidade porque Roberto se encontra com a candidatura sub judice.

Em Pedra do Anta, Sueli, do PSDB, seria eleita com uma votação ampla em cima do atual prefeito, João Leitero (MDB). Ela conseguiu pouco mais de 65% dos votos, contra 34,93% de Leiteiro. Mas sua candidatura também está em análise pelo TRE e o emedebista pode ter nova chance de concorrer à reeleição.

Já em São Gonçalo do Sapucaí, é o prefeito que pode não voltar ao Executivo. Eloi Radin (PSB) conseguiu votos para garantir a reeleição, mas depende ainda da Justiça Eleitoral para saber se volta ou não para a Prefeitura em 2021. Ele conseguiu 48,48% dos votos válidos, contra 22,42% de Brian Dragão (PSL).

No município de Virginópolis, Boby Leão (PDT), arrebanhou quase 63% dos votos válidos, mas pode não levar a Prefeitura. Em segundo lugar ficou Sormanny (PL), com 26,29% dos votos.


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