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Estado de Minas POLÍTICA

Novo não consegue eleger prefeitos; Amoêdo admite desempenho aquém do esperado

Ex-presidenciável lamentou baixo aproveitamento da legenda no pleito deste ano


16/11/2020 15:15 - atualizado 16/11/2020 19:15

João Amoêdo (ao centro) e Romeu Zema (ao fundo) estiveram juntos durante a corrida eleitoral de dois anos atrás.(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
João Amoêdo (ao centro) e Romeu Zema (ao fundo) estiveram juntos durante a corrida eleitoral de dois anos atrás. (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Após surpreender na eleição de 2018 e conseguir o governo de Minas Gerais por meio de Romeu Zema, o partido Novo não arrematou nenhuma prefeitura no pleito municipal desse domingo (15). Em solo mineiro, a legenda lançou candidatos em Belo Horizonte, Contagem (Região Metropolitana) e Araxá (Triângulo). Resultados positivos nas disputas pelo Executivo, no entanto, não foram conquistados.

Ex-presidente do partido e candidato a presidente dois anos atrás, João Amoêdo reconheceu que os resultados ficaram abaixo da meta estipulada. “Nosso desempenho em 2020, diferentemente das duas eleições anteriores, ficou aquém daquilo que se esperava do Novo. Isso não tira o mérito e os parabéns aos eleitos e aos candidatos alinhados com os valores da instituição, mas deve servir como alerta e reflexão”, disse, pelas redes sociais.

Em BH, o Novo foi representado por Rodrigo Paiva, engenheiro e ex-presidente da Companhia de Tecnologia do Estado de Minas Gerais (Prodemge). Ele terminou em quinto lugar, com 3,63% dos votos válidos — índice que equivale a 44.977 eleitores. O vencedor foi Alexandre Kali, do PSD.

A quinta posição também foi obtida por Márcio Bernardino, que defendeu a sigla em Contagem. Ele obteve 13.134 votos válidos (4,62%). Por lá, Marília Campos (PT) e Felipe Saliba (DEM) farão o segundo turno.

Araxá, reduto do governador Zema, foi a cidade mineira onde o Novo obteve melhor desempenho percentual na corrida majoritária. Emilio Neumann teve 9,1% dos votos válidos, o que representa 4.814 adesões. Robson Magela, do Cidadania, foi o vencedor.

Cerca de dois meses atrás, Zema falou, à Rádio CBN, que o Novo deveria ter entrado em, pelo menos, 20 disputas por municípios do estado.

“O partido tomou uma decisão que eu mesmo não concordei. Na minha opinião, nós não precisaríamos disputar 100 prefeituras, mas poderíamos disputar 20. Mas a decisão do diretório nacional foi acatada”.

Três vereadores em BH


Na capital, o partido conquistou três das 41 cadeiras da Câmara. Marcela Trópia foi a mais votada da agremiação, sendo escolhida por 10.741 cidadãos. Atrás dela, Fernanda Pereira Altoé, com 6.049 votos. Quem também conquistou mandato é Bráulio Lara, que obteve 5.776 votos.

Atualmente, o partido conta com Dr. Bernardo Ramos, que não tentou a reeleição por ter o objetivo de chegar à Câmara dos Deputados em 2022. 

Ao todo, o partido conquistou 29 parlamentares municipais neste ano. Eles estão divididos por 19 cidades e seis estados diferentes. Amoêdo reconheceu a importância dos candidatos bem votados, mas disse crer que o momento é de aprendizado.

“É importante valorizar os resultados, porém é mais importante identificar e aprender com os erros, só assim continuaremos a crescer e ser de fato uma instituição que represente a esperança de mudança para o País”, afirmou.

 

No que tange aos parlamentares eleitos em todo o país, o partido ficou abaixo, inclusive, de agremiações 'nanicas', como o PMB, o DC e o PRTB.

Expulsão em SP e ex-cartola do Fla no Rio


Em São Paulo, o partido Novo lançou Filipe Sabará na corrida à prefeitura. Divergências internas, no entanto, fizeram o candidato ser expulso da sigla. Ele não apareceu nas urnas e, na reta final da campanha, acabou incorporado à campanha de Celso Russomanno (Republicanos), que ficou fora do segundo turno, a ser disputado por Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (Psol).

No Rio de Janeiro, o escolhido foi Fred Luz, ex-CEO do Flamengo. Ele terminou no nono posto, com 1,76%, atrás de Eduardo Bandeira de Mello (Rede), que presidiu o rubro-negro quando Fred era dirigente da equipe. Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos) vão ao returno.


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