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Guedes sobre decreto de Bolsonaro: 'Quem é maluco de acabar com o acesso universal no SUS?'

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (29), em audiência no Congresso, que o governo não havia pensado em fazer a privatização do SUS


29/10/2020 14:35 - atualizado 29/10/2020 15:10

Ministro da Economia, Paulo Guedes(foto: Agência Brasil/Reprodução)
Ministro da Economia, Paulo Guedes (foto: Agência Brasil/Reprodução)
Depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltar atrás e suspender o decreto que permitia estudos sobre parcerias privadas na saúde pública, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (29), em audiência no Congresso, que o governo não havia pensado em fazer a privatização do SUS. Segundo ele, isso seria um “contrassenso”. 
 
 

“O decreto nasceu às 10h da manhã, morreu às 7h da tarde. Pronto, não se discute. Se vai causar uma perturbação no Congresso Brasileiro, a gente tira do ar. O presidente foi fulminante, disse: ‘Não vou criar algo que vai criar um tumulto danado em véspera de eleição. As pessoas não vão entender nada’. Isso é uma tolice, ninguém pensou em fazer a privatização do SUS.”, disse Guedes.

De acordo com o ministro, o decreto foi “mal compreendido” e com a revogação, o governo terá mais tempo para repensar a proposta. "Quem é maluco de acabar com o acesso universal no SUS? A luta é para aumentar o acesso", disse.

"Se fosse privatização do SUS, teria que ir para Congresso e STF opinaria. Privado, terminaria obras e equipamentos, e governo daria voucher saúde. Foi um susto pra mim, ontem, com decreto cedo e a suspensão pelo presidente. Jamais esteve sob análise privatizar o SUS, seria uma insanidade", afirmou o ministro.

Publicado na última terça-feira (37),o decreto autorizava estudos para privatização de unidades básicas de Saúde
 
*Estagiária sob supervisão da editora Liliane Corrêa


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