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Estado de Minas Voltou atrás

Bolsonaro revoga decreto sobre iniciativa privada em unidades do SUS

Documento incluía unidades em programa de privatização do governo federal


28/10/2020 19:23 - atualizado 28/10/2020 19:38

Bolsonaro recuou no decreto após a repercussão negativa(foto: Evaristo Sá/AFP)
Bolsonaro recuou no decreto após a repercussão negativa (foto: Evaristo Sá/AFP)

Após ampla repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro anunciou no fim da tarde desta quarta-feira (28) que revogou o decreto 10.530, que previa a inclusão das Unidades Básicas de Saúde (UBS) no programa de privatização do governo federal.

decreto havia sido publicado no Diário Oficial da União (DOU) dessa terça-feira (27) e autorizava estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI) "para a construção, a modernização e a operação" das unidades.

 Pelo Facebook, o presidente afirmou que existem hoje 4 mil UBSs e 168 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) inacabadas. "Faltam recursos financeiros para conclusão das obras, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal. O espírito do Decreto 10.530, já revogado, visava o término dessas obras, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União", afirmou.

O decreto, assinado por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, gerou ampla reação negativa.

presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, se manifestou. “Nós não aceitaremos a arbitrariedade do presidente da República”, afirmou.

Parlamentares de oposição se movimentaram, sendo que deputados e senadores do PT, PCdoB, PSB, Rede e também do PSL apresentaram Projetos de Decreto Legislativo (PDL) para suspender o decreto.

Ao longo desta quarta-feira (28), o Ministério da Economia divulgou nota confirmando o decreto em questão poderia ser um passo inicial para a implementação de parcerias público-privadas e frisando que o foco inicial é apenas o levantamento das informações.

 

 

Serviços gratuitos 



No fim da tarde, o Ministério da Saúde, que não assina o decreto, divulgou nota afirmando que a decisão de incluir as UBSs no PPI foi tomada após um pedido que partiu do próprio órgão, com o apoio do Ministério da Economia.

A pasta da Saúde garantiu que os serviços seguiriam 100% gratuitos para a população e afirmou que “a avaliação conjunta é que é preciso incentivar a participação da iniciativa privada no sistema para elevar a qualidade do serviço prestado ao cidadão, racionalizar custos, introduzir mecanismos de remuneração por desempenho, novos critérios de escala e redes integradas de atenção à saúde em um novo modelo de atendimento”.


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