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Estado de Minas ELEIÇÕES 2022

Lula acredita em "ampla coalizão" contra Bolsonaro em 2022

Ex-presidente Lula concedeu entrevista a agência de notícias alemã e se colocou como possível candidato ou apoiador de um candidato


28/10/2020 19:58

Bolsonaro e Lula acirram pela imprensa corrida às urnas em 2022(foto: Marcos Correia/PR - Carl de Souza/AFP)
Bolsonaro e Lula acirram pela imprensa corrida às urnas em 2022 (foto: Marcos Correia/PR - Carl de Souza/AFP)

 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita na formação de uma "ampla coalizão" para derrotar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Em entrevista à agência de notícias alemã DPA, o petista ainda se coloca como um possível candidato ou "apoiador de um candidato".
 
“O que eu quero, como candidato ou como apoiador de um candidato, é ajudar a vencer o atraso que se criou no Brasil. Podemos ter uma ampla coalizão contra o Bolsonaro em 2022 para recuperar o direitos do povo brasileiro", diz Lula na entrevista, sem citar nomes ou partidos que poderiam compor tal coalizão.

Impedido de concorrer a cargos públicos por causa da Lei da Ficha Limpa, ele também diz que ser candidato a presidente não é um "desejo pessoal". Hoje, pesquisas apontam o nome dele e o do ex-ministro da Justiça Sergio Moro como os únicos capazes de derrotar Bolsonaro.
 
"A candidatura presidencial não é uma questão de desejo pessoal. Em 2018, eu queria correr porque sabia que, com minha experiência, poderia fazer muito mais. Eu era o favorito para ganhar a eleição, mas eles criaram uma farsa para impedir minha candidatura”, afirma.

Críticas a Bolsonaro

 
À DPA, ele descreve o governo de Jair Bolsonaro como "totalmente submisso aos Estados Unidos de Trump" e critica a falta de investimentos em educação e ciência. "O atual governo tenta, a todo o momento, reduzir os investimentos em educação, além de agredir professores e cientistas. Eles querem descartar a folha de pagamento mínima para professores e não mais reservar uma determinada quantia de gastos para a educação", diz.

"Estou preocupado com o Brasil e a desumanização das pessoas, o aumento da pobreza e as tensões que já começaram antes da pandemia e que esta crise acelerou", completa. "No Brasil, houve um grande aumento do desemprego. E em um momento em que precisamos de liderança positiva e unidade, o país é governado por Bolsonaro, alguém que mente e busca a discórdia o tempo todo." 


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