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Estado de Minas ELEIÇÕES 2020

Doações aos candidatos à Prefeitura de BH somam mais de R$ 11 milhões; veja lista

Kalil, João Vítor Xavier e Nilmário Miranda, os três que mais receberam recursos, conseguiram R$ 3,4 milhões, R$ 1,6 milhão e R$ 1,1 milhão, respectivamente


20/10/2020 11:32 - atualizado 20/10/2020 12:53

Kalil, João Vítor e Nilmário receberam mais de R$ 1 milhão em doações(foto: Divulgação/Coligação Coragem e Trabalho e TV Band Minas)
Kalil, João Vítor e Nilmário receberam mais de R$ 1 milhão em doações (foto: Divulgação/Coligação Coragem e Trabalho e TV Band Minas)
Os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições municipais deste ano já acumulam R$ 11.142.718,61 em doações de correligionários ou de partidos políticos (recursos oriundos do Fundo Partidário). A lista de doadores tem as próprias legendas, grandes empresários, populares e até rivais, como o caso de Fabiano Cazeca (Pros), que doou R$ 20 mil para a campanha de Cabo Xavier (PMB).

O candidato com a maior quantia disponível até a manhã desta terça-feira para campanha eleitoral é Alexandre Kalil (PSD), atual prefeito de BH e favorito à reeleição segundo pesquisas. Todo montante de Kalil, de quase R$ 3,5 milhões, é oriundo da direção municipal e da comissão provisória de seu partido, o PSD.

O segundo candidato com mais recursos disponíveis para campanha é João Vítor Xavier (Cidadania). Ele tem menos que a metade do principal rival no pleito deste ano, com R$ 1,657 milhão.

O principal doador para a campanha de João Vítor é Rafael Menin, co-presidente da MRV Engenharia, para a divulgação do também deputado estadual. Ele injetou meio milhão de reais na campanha do também deputado estadual.

Há outros grandes empresários envolvidos nas eleições de BH neste ano. Eugênio Mattar, diretor-executivo da Localiza Hertz, investiu R$ 1 milhão na campanha de Rodrigo Paiva (Novo).

Já Ricardo Guimarães, dono do Banco BMG, dividiu suas doações em dois candidatos: Lafayette Andrada (Republicanos), com R$ 100 mil; e Marcelo Souza e Silva (Patriota), com R$ 200 mil.

Há também o caso de Fabiano Cazeca, candidato e dono da Multimarcas Consórcios. Sem o apoio do próprio partido, o Pros, ele já investiu R$ 900 mil na própria campanha, além de auxiliar o rival Cabo Xavier com R$ 20 mil. A equipe de Cazeca não soube explicar essa doação à campanha rival.

O candidato com menor valor para campanha eleitoral é Wanderson Rocha (PSTU), que recebeu R$ 15 mil do próprio partido. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “as doações para campanhas eleitorais nas Eleições Municipais de 2020 são normatizadas pela Resolução TSE nº 23.607/2019, que compila os dispositivos da Lei das Eleições, da Lei dos Partidos Políticos, do Código Eleitoral e da Constituição Federal, entre outras fontes de legislação que versam sobre arrecadação, gastos de campanha por partidos e candidatos e as respectivas prestações de contas”.

Dois candidatos ainda não prestaram contas à Justiça Eleitoral e não disponibilizaram as receitas: Bruno Engler (PRTB) e Marília Domingues (PCO). O primeiro turno das eleições municipais deste ano será em 15 de novembro. O segundo, caso necessário, será no dia 29 do mesmo mês.

Veja, abaixo, o total de recursos recebidos pelos candidatos à Prefeitura de BH e os doadores de destaque:
 
Kalil (PSD): R$ 3.495.000,00 - Doação da Direção Municipal/Comissão Provisória PSD, de R$ 3.495.000,00, equivale a 100%; 
 
João Vítor Xavier (Cidadania): R$ 1.657.000,00 - Doação de Rafael Nazareth Menin Teixeira de Souza, de R$ 500.000,00, equivale a 30.18%; 
 
Nilmário Miranda (PT): R$ 1.131.000,00 - Doação da Direção Nacional PT, de R$ 1.131.000,00, equivale a 100%; 
 
Rodrigo Paiva (Novo): R$ 1.029.070,77 - Doação de Eugênio Pacelli Mattar, de R$ 1.000.000,00, equivale a 97.18%; 
 
Luisa Barreto (PSDB): R$ 950.000,00 - Doação da Direção Nacional PSDB, de R$ 950.000,00, equivale a 100%; 
 
Fabiano Cazeca (Pros): R$ 900.000,00 - Doação de Fabiano Cazeca (Pros), de R$ 900.000,00, equivale a 100%; 
 
Áurea Carolina (Psol): R$ 587.339,54 - Doação da Direção Municipal/Comissão Provisória Psol, de R$ 530.389,54, equivale a 90.3%;
 
Professor Wendel Mesquita (Solidariedade): R$ 404.870,00 - Doação da Direção Nacional Solidariedade, de R$ 399.870,00, equivale a 98.77%; 
 
Marcelo Souza e Silva (Patriota): R$ 341,188,30 - Doação de Ricardo Annes Guimarães, de R$ 200.000,00, equivale a 58.62%; 
 
Wadson Ribeiro (PCdoB): R$ 326.000,00 - Doação da Direção Nacional PCdoB, de R$ 325.000,00, equivale a 99.69%; 
 
Lafayette Andrada (Republicanos): R$ 286.250,00 - Doação de Ricardo Annes Guimarães, de R$ 100.000,00, equivale a 34.93%; 
 
Cabo Xavier (PMB): R$ 20.000,00 - Doação de Fabiano Cazeca (Pros), de R$ 20.000,00, equivale a 100%;
 
Wanderson Rocha (PSTU): R$ 15.000,00 - Doação da Direção Nacional PSTU, de R$ 15.000,00, equivale a 100%;

Bruno Engler (PRTB): Não há prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral;

Marília Domingues (PCO): Não há prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

Primeiro turno de votação nas eleições 2020 será em 15 novembro. Confira nosso guia
Primeiro turno de votação nas eleições 2020 será em 15 novembro. Confira nosso guia

Eleições 2020: como votar, datas e horários

O primeiro turno das eleições 2020 será em 15 de novembro e, caso seja necessário no seu município, o segundo turno será realizado em 29 de novembro de 2020. Nestas eleições, o horário de votação é das 7h às 17h. O horário entre 7h e 10h é preferencial para maiores de 60 anos.

Com as novas medidas diante da pandemia do coronavírus, preparamos um guia com tudo que você precisa saber para votar nas eleições 2020.

O que muda nas eleições 2020?

Muitas mudanças foram feitas pela Justiça Eleitoral para os candidatos a prefeito e vereador durante o período eleitoral de 2020. Além disso, os eleitores também terão de se adaptar às novas normas para os dias de votação, como a abertura antecipada das seções eleitorais e as regras de higiene que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  


Como justificar o voto nas eleições 2020?

Os eleitores poderão optar por justificar o voto de três formas: 
  • No dia das eleições: o eleitor que estiver fora de sua cidade pode justificar a ausência em qualquer local de votação, das 7h às 17h. O eleitor deverá ter o número do título, um documento oficial de identificação e o formulário de justificativa preenchido.

  • Depois das eleições: preenchendo o formulário de justificativa em qualquer cartório eleitoral ou posto de atendimento ao eleitor em até 60 dias após a votação.

  • A justificativa também poderá ser feita no aplicativo e-Título.

Eleições 2020 em Belo Horizonte

Na capital mineira, 15 candidatos disputam as eleições para prefeito. Conheça quem são os candidatos e o perfil de cada na corrida rumo à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Já para vereador, Belo Horizonte conta com mais de 1,5 mil candidatos. Alguns apostaram em apelidos e codinomes bem inusitados para conseguir votos.



Para acompanhar a cobertura completa das eleições em BH, acesse nosso especial

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