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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Mandetta e Moro alfinetam Bolsonaro após Brasil superar 50 mil mortes por COVID-19

Ex-ministro da Saúde disse rezar por seu 'ex-paciente Brasil' e pediu crença na ciência


postado em 20/06/2020 22:26 / atualizado em 20/06/2020 23:01

Mandetta alfinetou Jair Bolsonaro (sem partido) ao dizer que 'Governos passam'(foto: SÉRGIO LIMA / AFP)
Mandetta alfinetou Jair Bolsonaro (sem partido) ao dizer que 'Governos passam' (foto: SÉRGIO LIMA / AFP)

Depois de o Brasil atingir a marca de 50 mil mortes pela COVID-19 e mais de 1 milhão de infectados pelo coronavírus, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta lamentou, neste sábado (20), o número de vítimas da doença e alfinetou Jair Bolsonaro (sem partido) ao dizer que “Governos passam”. A publicação foi comentada pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, desafeto do presidente.

Na sexta-feira, o Brasil ultrapassou o número de 1 milhão de casos confirmados de COVID-19. Neste sábado, outra marca negativa foi registrada: a de 50 mil mortes pela doença, segundo consórcio de jornais. Em sua conta no Twitter, Mandetta disse rezar por seu “ex-paciente Brasil” e pediu foco, disciplina e crença na ciência para que o país enfrente a pandemia do coronavírus.
 

O ex-ministro aproveitou a publicação para alfinetar Bolsonaro. Médico e defensor da ciência, Mandetta deixou a pasta em abril por divergências com o presidente que, por sua vez, tem uma postura contraditória em relação à pandemia. Em diversas situações, o líder do governo brasileiro descumpriu as medidas de isolamento social e chegou a acusar Mandetta de inflar os números da COVID-19 no Brasil.
Moro ironizou ao dizer Brasil já teve ministro da Saúde(foto: AFP)
Moro ironizou ao dizer Brasil já teve ministro da Saúde (foto: AFP)
 

Sérgio Moro também foi às redes sociais e “cutucou” Bolsonaro. Ao responder a publicação de Luiz Henrique Mandetta, o ex-ministro da Justiça lamentou o número de vítimas e ironizou o governo ao dizer que o país teve um ministro da Saúde. Depois da saída de Mandetta, passaram pela pasta o médico Nelson Teich e, atualmente de forma interina, o General Pazuello.
 

Números da COVID-19

Segundo o levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias estaduais de Saúde, o Brasil registrou 968 óbitos entre sexta-feira e este sábado, enquanto os casos confirmados foram de 30.972. 

Os números divergem do balanço oficial do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Para o Conass, foram registrados mais 1.022 óbitos pela COVID-19 nas últimas 24 horas, o que deixa o Brasil com 49.976 vítimas. O país ainda teve um acréscimo de 34.666 casos confirmados da doença, alcançando um total de 1.067.579 pessoas infectadas.

As estatísticas divulgadas pelo Conass bateram com o balanço oficial do Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o Brasil chegou a 520.734 pacientes recuperados desde o início da pandemia. Outras 496.869 pessoas estão em acompanhamento em casa ou em unidades de saúde.

Em Minas, o número de pessoas que testaram positivo aumentou em 1.253, saltando de 26.052 na sexta-feira para 27.305 casos, uma ampliação de 4,8%. Ao todo, já morreram 636 pacientes vítimas da COVID-19 no estado.


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