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Estado de Minas INTERFERÊNCIA NA PF

PGR se manifesta contra apreensão do celular de Bolsonaro

Procurador-Geral da República, Augusto Aras, também foi contrário ao confisco do aparelho do vereador Carlos Bolsonaro e de outros envolvidos no inquérito que investiga denúncia de interferência política na Polícia Federal


postado em 28/05/2020 09:46 / atualizado em 28/05/2020 10:35

(foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
(foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, se manifestou contra apreensão dos telefones celulares do presidente Jair Bolsonaro e do seu filho, Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro. A solicitação da avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base no inquérito que investiga uma possível interferência do presidente na Polícia Federal (PF).

Como o pedido da apreensão dos telefones foi uma solicitação de alguns partidos políticos ao STF, Aras entendeu que não deve haver intervenção das legendas, uma vez que investigação é competência do Ministério Público Federal (MPF).

O pedido de apreensão dos telefones de Jair e Carlos Bolsonaro, além do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, do ex-ministro Sergio Moro e da deputada federal Carla Zambelli, partiu do ministro do STF Celso de Mello, relator do inquérito que investiga as denúncias de Moro de uma possível interferência de Bolsonaro na PF. A solicitação das apreensões foi encaminhada ao STF pelas legendas: Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Verde (PV).

Na semana passada, Celso de Mello havia solicitado a avaliação da PGR sobre as apreensões dos celulares de Bolsonaro e seu filho Carlos, além da realização de oitiva do presidente sobre o inquérito que investiga as acusações de Sergio Moro. Além disso, partidos políticos apresentaram três 'notícias-crime' para embasar o pedido de novas diligências para apurar se o chefe do Executivo tentou, de fato, interferir politicamente na PF.

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