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Estado de Minas POLÍTICA

Novo relatório da PF deve ratificar que não houve mandantes da facada em Bolsonaro

Após investigadores ouvir quase 200 pessoas, entre testemunhas e suspeitos, conclusão deve ser de que Adélio Bispo agiu sozinho


postado em 01/05/2020 11:32 / atualizado em 01/05/2020 11:54

Bolsonaro sofreu uma facada em setembro de 2018, durante campanha política em Juiz de Fora(foto: Raysa Leite/AFP)
Bolsonaro sofreu uma facada em setembro de 2018, durante campanha política em Juiz de Fora (foto: Raysa Leite/AFP)
A Policia Federal apresentará nas próximas semanas um relatório de tudo que já apurou sobre a facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante um ato de campanha em Juiz de Fora (Zona da Mata), em 6 de setembro de 2018, cujo autor foi Adélio Bispo de Oliveira, de 41 anos.

O relatório parcial mostrará que as provas colhidas não indicam a participação de terceiros nem a existência de mandantes.

A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Essa é a segunda investigação da PF sobre o episódio. Na primeira, finalizada ainda em setembro de 2018, a PF também concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho no dia e no momento em que atacou Jair Bolsonaro.

Adélio, que é natural de Montes Claros, no Norte de Minas, foi preso logo após o crime e levado para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde permanece até hoje. A Justiça Federal declarou que o agressor de Bolsonaro é é “inimputável” – não pode responder pelos seus crimes por apresentar problema mental, transtorno delirante, devendo ser encaminhado para um manicômio judicial.

Em março, o Poder Judiciário também já autorizou a transferência dele para um “local adequado” em Minas Gerais, que ainda não foi efetivada por causa da pandemia da Covid-19.

As informações sobre o relatório parcial da Polícia Federal contrariam as declarações do presidente Jair  Bolsonaro, que alega que a suspeita que a tentativa de homicídio que ele sofreu não foi devidamente investigada pela corporação. Bolsonaro usou “o não aprofundamento” nas investigações do caso  como  um dos argumentos para a exoneração do ex-diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo.

A mudança no comando da PF foi o estopim da saída do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, que pediu demissão do cargo em 24 de abril. 

Inivestigação minuciosa

De acordo com a matéria de “O Globo”, até agora, 192 pessoas foram ouvidas entre testemunhas suspeitos, sendo 103 formalmente e 89 em entrevistadas em campo.

A investigação também conta com 23 laudos periciais que trazem dados extraídos de celulares e computadores de investigados e resultados de exames feitos a partir de notícias postadas em redes sociais, que apontavam, supostamente, a participação de terceiros no atentado, o que foi descartado até o momento.

Após a apresentação desse relatório, a investigação seguirá em andamento. A publicação sustenta  que a PF aguarda o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se a perícia do celular e de dados bancários e fiscais de Zanone Manuel de Oliveira, um dos advogados de Adélio, podem ser feitas pela PF no âmbito dessa investigação. O objetivo dos investigadores com a análise do material é saber se o advogado foi pago para atender Adélio e por quem.

Ainda de acordo com a informação divulgada, mesmo depois de o juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, concluir que Adélio tem transtorno delirante persistente e que não pode ser punido criminalmente, a PF também trabalhou com a hipótese de um terceiro ter “se aproveitado” da doença para incitá-lo a cometer o crime. No entanto, nenhuma diligência ou testemunha conseguiu comprovar isso até agora.

O prazo para apresentar o resultado das investigações terminaria na próxima semana, mas está suspenso devido à pandemia do coronavírus. Mesmo assim, o relatório parcial será concluído.


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