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Estado de Minas

Com deficit em delegacias, sindicato cobra de Zema nomeação de escrivães; governo avalia

Segundo representante dos policiais civis, o efetivo atual é menos da metade do previsto em lei. Governo disse que questão está em análise


postado em 19/08/2019 12:02 / atualizado em 19/08/2019 12:38

Segundo o Sindep, a falta de mão de obra prejudica o trabalho das delegacias de Polícia Civil(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Segundo o Sindep, a falta de mão de obra prejudica o trabalho das delegacias de Polícia Civil (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Em meio à pressão dos servidores públicos por melhoria na data de pagamento e pelo anúncio do 13º salário de 2019, os representantes dos policiais civis cobraram nesta segunda-feira (19) do governador Romeu Zema (Novo) a nomeação de 277 aprovados em concurso para escrivão homologado no último dia 26 de julho.

De acordo com a categoria, a contratação é necessária para suprir um deficit de 54% no efetivo das delegacias, que está prejudicando o atendimento à população.

O concurso feito no ano passado ofereceu 119 vagas, mas o edital prevê o chamamento de até três vezes este número. O salário oferecido para o cargo de escrivão de polícia de R$ 4.098, o que representaria um impacto de R$ 1.135.146,00 por mês na folha de pagamento do funcionalismo do estado por mês.

Efetivo pequeno


Segundo o presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil (Sindep) Bertone Tristão, a lei prevê 2.890 policiais trabalhando na função, mas o estado tem hoje 1,3 mil. “Estamos com um concurso concluído e temos um deficit de 54%. É a carreira policial mais defasada do estado e precisamos de um esforço urgente deste governo para convocar. As delegacias estão à míngua”, afirmou.

Segundo o dirigente, faltam escrivães no estado inteiro e, com isso, o atendimento fica prejudicado, há filas em delegacias de plantão e há demora para a PM ser atendida.

“As investigações que são realizadas pelos escrivães ficam paralisadas. Está um cao. Algumas delegacias inclusive usam guardas municipais cedidos pelas prefeituras. Na Central de Flagrantes de Belo Horizonte, por exemplo, há disponibilidade de guardas municipais exercendo a atividade de policiais civis trabalhando à paisana, sem o uniforme próprio dos guardas”, disse.

Convocação em análise


A situação de defasagem é  mais crítica, segundo o presidente do sindicato, nas regiões Norte de Minas, Leste e Jequitinhonha, Triângulo, Vale do Paraíba, Zona da Mata, Leste, Jequitinhonha, Vale do Aço e do Rio Doce, Sul de Minas, Centro Oeste e Mucuri.

Em nota, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) informou que "o pedido de nomeações da Polícia Civil foi recebido pelo Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin) e encontra-se em análise técnica".


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